Os benefícios de fazer intercâmbio

Quando começaram a existir as possibilidades de se viajar e estudar ao mesmo tempo, o intuito inicial era apenas para conseguir um diploma internacional e render uma boa vaga de emprego. O destaque no mercado nos fez ir atrás da educação internacional como atributo no currículo. Hoje, é possível notar que essa experiência vai além da colocação profissional.

Além de ser mais acessível hoje poder viajar com intuito de estudar, as opções são inúmeras, tanto de curso como de destino. É possível fazer um curso de inglês com uma turma completamente voltada apenas para adultos que tenham mais de 30 anos em um lugar como Malta, por exemplo. As empresas e escolas se adaptaram aos interesses dos clientes, que mudaram e se tornaram exigentes ao longo do tempo.

Porém, o intercâmbio vai muito além disso. Os benefícios são tantos e vão além da classe, da escola e do diploma. Conviver com pessoas de cultura diferentes talvez seja o primeiro deles. Nunca me esqueço quando alguns orientais se espantaram em saber que comemos feijão com arroz. Pra eles, feijão é doce e só funciona no doce. O intercâmbio também promove dentro de cada um a independência, o fator principal pra se virar sozinho quando se está viajando. Muitas pessoas hoje viajam ainda adolescentes ou após a faculdade, e confesso que é a melhor época pra ir se você ainda está desenvolvendo seu lado adulto.

Outro ponto que é inevitável é fazer amizades, conhecer lugares novos. É imprescindível fazer amizades quando se está no intercâmbio. Esses novos amigos serão sua família por lá, e te farão entender que país, cidade ou idade não são obstáculos. Converso com minha amiga coreana até hoje. Sabe Deus quando vamos nos ver novamente, mas a amizade permanece.

O intercâmbio é uma vida nova, uma vida a parte de tudo que você já viveu na sua cidade natal. Ele desenvolve um novo você, e isso só é perceptível quando você volta pro Brasil. É tão bom e tão intenso, que por isso muitas pessoas nem voltam. O processo de transformação acontece e você nem percebeu. Mas mesmo assim, cresceu da melhor forma possível: fazendo intercâmbio.



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INTERCÂMBIO: casa de família ou residência estudantil?

Vou fazer intercâmbio e não sei qual escolher!

Quando alguém pensa em fazer um intercâmbio e busca as informações gerais, sempre se depara com as opções de acomodação: casa de família ou residência estudantil?

Como pessoa que já fez e já vendeu intercâmbio, posso dizer que é muito relativo. Não dá simplesmente para você pensar ‘não quero ficar na casa de estranhos’. As duas opções possuem seus lados positivos e negativos.

Ficar em casa de família tem o benefício de você ser obrigado a praticar o idioma local o tempo todo. Isso é muito bom e proveitoso quando o seu intercâmbio envolve um curso de inglês, por exemplo. Costuma ser mais caro, pois na maioria das vezes você terá um quarto individual e café da manhã e jantar. Em alguns lugares e empresas, é possível mudar a opção da alimentação. Porém, vale muito a pena ficar em casa de família. Eles te ajudam a fazer o caminho da casa até a escola, mostram um pouco da vida local. Quando fui, fiquei em casa de família e não poderia ter escolhido melhor. Morro de saudades da minha família de San Francisco e converso com eles até hoje.

Foto: Estudantes e hostdad reunidos no churrasco do 4 de julho, em 2013. Arquivo Pessoal.

Também é importante lembrar que pode haver outros estudantes na casa. Onde eu estava, em San Francisco, eram em torno de 15 estudantes! A regra básica é não ter ninguém da mesma nacionalidade numa mesma casa, porém se isso acontecer é necessário lembrar que o idioma geral e oficial é o local. Lembre-se que você viajou para estudar e em muitos casos, aprender um novo idioma.

Penso que o lado negativo para a casa de família é o mesmo para residência estudantil, e para qualquer convivência em grupo. Você precisa dividir o banheiro, conviver pacificamente com outros moradores, ou até com aqueles que você vai dividir o quarto.

No caso da residência estudantil, em alguns lugares você precisa ter mais de 18 ou 21 anos para se hospedar, não envolve nenhuma opção de alimentação, e claro, fica mais caro quando você pede um quarto individual com banheiro privativo. Indicamos esta opção quando o estudante é mais independente ou mais velho.

Na casa de família ninguém vai te obrigar a voltar tal hora. As famílias passam por uma seleção e um treinamento por parte das escolas (são as escolas que indicam as famílias para os alunos), portanto não será um internato ou um quartel. As regras vão existir, como em qualquer ambiente de convívio, e você deverá respeitá-las. Geralmente você precisa entrar em contato com a família dias antes de embarcar. Esse momento é legal pra quebrar o gelo inicial e já ir conhecendo as pessoas com quem você vai morar. Uma dica legal é levar lembrancinhas do seu país de origem: os gringos adoram! Por exemplo, quando fui levei Sonho de Valsa, eles gostam muito e não vende nos Estados Unidos.

Como custo benefício, ficar em casa de família é mais caro, mas eu particularmente acredito que envolve mais a rotina de um local, e você aprende muito mais quando está ali, vivendo in loco.

E você, já fez intercâmbio? Escolheu casa de família ou residência estudantil? Conta pra gente  e se tiver qualquer dúvida, por mandar para livreembarque@gmail.com



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A importância da educação internacional na carreira

Especialista em carreira e educação internacional dá dicas de como enriquecer o curriculum

Ter uma vivência internacional é dar um salto na carreira profissional. Para atar os cintos e subir no avião rumo a essa experiência é preciso planejamento e suporte especializado para que essa experiência seja produtiva e agregue valor ao candidato.

O primeiro passo para essa realização é definir claramente o objetivo da viagem, seja para aprender um idioma ou obter uma qualificação de nível superior, o aluno que investe na carreira precisa se planejar com no mínimo três meses de antecedência: “quanto maior a duração da experiência de educação no exterior, maior a antecedência e reserva financeira” isso porque alguns programa no exterior tem exigência de comprovação de renda, nível mínimo de idioma ou vínculo com o Brasil, “seja qual fora a escolha do estudante, é essencial que o investimento de tempo e dinheiro seja recompensado com a valorização no currículo”.

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O investimento em educação internacional cresce anualmente, seja por conta da falta de estabilidade na economia brasileira ou pelo aumento de exigências das empresas. O conselho para quem está empregado e quer evoluir na carreira é optar por programas onde a duração seja acordada com a empresa que trabalha, assim mantém a vaga atual, mesmo que essa mude após o período de qualificação.

Se a opção do aluno for cursar em uma instituição de nível superior, vale analisar se a validação do diploma pelo Ministério de Educação e Cultua (MEC) fará alguma diferença na profissão que atua no mercado.

Para ingressar em faculdades ou universidades as exigências variam bastante, o mais comum é apresentar um teste de proficiência e histórico escolar. E se for o caso de uma graduação de nível mais alto é comum que o estudante precise fazer um curso preparatório no país de destino, antes de entrar na universidade, esse programa é chamado “pathway” e garante a entrada em diversas universidades renomadas.

Eleger o curso e obter o máximo de informações sobre as instituições e os programas que elas oferecem. Em seguida, para escolher o destino, deve-se levar em consideração os benefícios e a qualidade do ensino, além das características que a cidade escolhida tem para contribuir na evolução do profissional. Neste caso, é importante conhecer a cultura do país e o reconhecimento que o curso terá para a carreira em seu país de origem.

Já a duração está diretamente ligada à disponibilidade de tempo e recursos financeiro do viajante, portanto uma duração menor nem sempre resultará no objetivo do viajante. O ideal é fazer um planejamento de pelo menos seis meses, dimensionando o tempo e a reserva financeira.

Atualmente, Marcelo Melo é sócio da rede de franquias IE, que é pioneira no Brasil em intercâmbios de trabalho, Diretor Financeiro da Associação de agências de intercâmbio (Belta) e sócio fundador do projeto internacional Like a Bird, que realiza programas de curta duração que unem a educação e a carreira.

Sobre a IE:

A IE é uma das maiores redes de intercâmbio cultural do Brasil, com agências de norte a sul do país. Especialista em intercâmbio de estudo, trabalho ou universidades no exterior é uma das empresas mais reconhecidas e tradicionais do segmento. Do ensino médio aos programas universitários, a IE oferece intercâmbios para todas as idades e principais destinos no mundo. Trabalha com cursos de Idiomas, Intercâmbio de Férias Teen, High School, Intercâmbio de Estudo e Trabalho e Work Experience para mais de 50 destinos.

Site: www.ie.com.br


Texto via: Rojas Comunicação

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