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Texto e fotos por: Patricia Carvalho

Buenos Aires foi um dos destinos mais inesperados da minha vida. Em cinco dias, a cidade me deixou encantadíssima a ponto de me fazer querer voltar muito em breve. Vou te contar como foi a minha experiência e espero que consiga te ajudar a planejar sua viagem – e te deixar com água na boca!

Para começar, falemos logo de uma parte chata, mas muito importante: dinheiro. Obviamente, você precisará comprar pesos argentinos para se manter em Buenos Aires, porém, não o faça no aeroporto de origem. Eu e meu namorado acabamos caindo na besteira de fazer isso, por pura insegurança, e vimos que as taxas cobradas pelas agências de câmbio – pelo menos as do Aeroporto de Guarulhos, onde pegamos o voo – acabam não compensando. A melhor coisa a se fazer é deixar para comprar pesos no aeroporto argentino, ou em alguma casa de câmbio em Buenos Aires. Ou, ainda, ir diretamente a um caixa eletrônico do banco equivalente ao seu para fazer um saque. No nosso caso, o correspondente ao Banco do Brasil é o Banco Patagônia, e pudemos sacar pesos argentinos por uma excelente taxa de conversão.

Como foi uma viagem de casal, optamos por alugar um pequeno apartamento pelo Airbnb. O valor foi bem mais em conta do que muitos hotéis por lá, além disso, pudemos ter maior privacidade. Geralmente as pessoas optam por ficar na região central, mas preferimos o charmoso bairro de Palermo, na Zona Norte. Pelo mapa, vimos que ficava em uma região com bom acesso a todos os lugares que gostaríamos de visitar.

Começando a falar sobre o turismo, aqui vai uma dica: muita gente costuma comprar tickets para o Ônibus Turístico da cidade, porém, ele só vale mesmo a pena se é a sua primeira visita a Buenos Aires e se possui pouquíssimo tempo para o passeio. Ele passa pelos principais pontos turísticos, e o roteiro completo dura cerca de 3h30 – caso você não desça em nenhuma parada. Mas se você vai passar 3 ou mais dias por lá, minha sugestão é: pegue o dinheiro que você gastaria no Ônibus Turístico, coloque como crédito no SUBE (uma espécie de Bilhete Único), e use o transporte público para passear. Os argentinos são muito bem servidos de linhas de metrô e trem, que alcançam a maior parte da cidade. E quando estes não servem, há muitas linhas de ônibus. É mais econômico, e você mesmo monta o seu roteiro, passando o tempo que quiser nos lugares que preferir. Além disso, você não corre o risco de não conseguir subir de volta no ônibus da excursão depois de descer em uma das paradas por não haver mais vagas – como aconteceu conosco.

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Estação Carlos Gardel, a mais próxima de onde ficamos instalados – Foto: Patricia Carvalho

Bom, hora da diversão! Dividimos nosso passeio de forma a visitar uma região por dia, e conseguimos aproveitar muito bem a cidade nesse esquema. E aqui vai outra dica: se a sua estadia incluir um fim de semana, ou pelo menos um sábado ou domingo, reserve estes dias para o passeio por parte da região central. É nesses dias que acontece a Feira de San Telmo na Calle Defensa, uma estreita rua que fica repleta de vendedores que expõem artesanato por todos os lados. Além disso, você encontra tradicionais lojas que vendem os famosos doces de leite e alfajores portenhos com promoções imperdíveis – conseguimos comprar dois potes de 500g de dulce de leche artesanal por apenas 100 pesos!

Nesses dias também acontece o Mercado de Pulgas na Plaza Dorrego, onde você encontra muitas antiguidades. É ali perto que fica também a famosa estátua de Mafalda, ícone dos quadrinhos argentinos, sentadinha em um banco. Mas prepare-se para esperar: a fila para fazer foto ao lado dela é enorme!

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Mafalda e nós – Foto: Patricia Carvalho

Na região central você encontrará também muitos outros lugares interessantes, como a Manzana de las Luces e o Cabildo, duas construções super antigas e que contam muitas histórias da cidade. Por ali, fica também a famosa Casa Rosada, sede do governo argentino, e o Café Tortoni, um dos mais tradicionais lugares de tango de Buenos Aires – os shows acontecem em algumas noites da semana, mas não vai ser difícil você encontrar casais dançando majestosamente pelas esquinas de lá!

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De cima para baixo: Cabildo, Casa Rosada e Café Tortoni – Fotos: Patricia Carvalho

Visitamos o centro outras vezes mais em outros dias, já que muitos dos pontos turísticos que nos programamos para visitar ficavam por lá. Foi uma das minhas regiões favoritas – o clima boêmio e aconchegante, que mistura o velho e o novo, trouxe um calorzinho para o meu coração carioca. Para os amantes de arte, é um prato cheio! É lá que ficam o Museu de Arte Moderna e o Museu Histórico Nacional da Argentina, por exemplo, além de outros que tratam dos mais diversos assuntos – aliás, lá tem museu pra caramba! Foi também no centro que visitei um dos lugares mais mágicos e belos da minha vida: o El Ateneo Grand Splendid é nada mais nada menos que uma livraria instalada dentro de um antigo teatro. Com todos os detalhes da arquitetura do local preservados, a livraria é parada obrigatória para quem, assim como eu, ama os livros. E a vontade de ficar ali pra sempre lendo tudo que tivesse direito? Confesso que me emocionei e chorei lá dentro, tamanha beleza.

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El Ateneo Grand Splendid, a livraria mais linda que já vi! – Foto: Patricia Carvalho

A área central, como em muitas cidades, mostra também o contraste entre o pobre e o rico. De um lado da região portuária está La Boca – que ganhou esse nome de seus habitantes, que moravam “na boca do rio”, você encontra o Caminito, composto por vielas cheias de casas humildes que possuem cores vibrantes em suas fachadas. Lá também fica o famoso La Bombonera, estádio do Boca Júniors. Logo do outro lado está Puerto Madero, o bairro super cosmopolita com o m² mais caro de Buenos Aires. O antigo porto passou por uma grande reforma e agora possui os mais modernos arranha-céus da cidade, que abrigam empresas e pessoas com boa condição financeira. É lá que fica também a Ponte da Mulher, uma linda escultura que cruza o porto e que homenageia o tango. Entretanto, apesar de toda beleza, nos decepcionamos um pouco na hora de jantar: o lugar é repleto de fast foods e restaurantes caríssimos, e quase nenhum deles servia a culinária típica argentina. Vale o passeio se você quiser encher os seus olhos – Puerto Madero vira um lindo e romântico show de luzes ao anoitecer!

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Puente de la Mujer, em Puerto Madero – Foto: Patricia Carvalho

Outra região muito bacana é a dos bairros que ficam ao norte da cidade, como Palermo Soho, um dos points da juventude portenha, com bares, casas noturnas e restaurantes, e a Recoleta. É lá que você vai poder encontrar o icônico Cemitério da Recoleta, descanso final de grandes figurões da história argentina. Pode parecer meio mórbido um passeio por um cemitério, mas vale a pena. Os mausoléus e as estátuas são lindíssimos, e é lá que fica o túmulo de Eva “Evita” Perón, que apesar de sua grandiosidade para a história política do país, recebeu uma simples homenagem no mausoléu de sua família, a Duarte. Pertinho do cemitério está a Floralis Generica, uma gigantesca flor de metal localizada em um espelho d’água no meio de um parque. Dizem que ela se abre e se fecha ao longo do dia, mas acredito que seja mito.

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Floralis Generica – Foto: Patricia Carvalho

Ainda na zona norte, dentro dos Bosques de Palermo, está o Rosedal. O lugar é adorável e, como o nome diz, está repleto de rosas de várias espécies. Vale passar um tempinho descansando as pernas por lá. Aliás, em Buenos Aires você verá muitas áreas verdes, e pessoas utilizando-as para se exercitar, conversar, fazer piquenique, estudar, namorar ou simplesmente sentar para tomar seu chá mate.

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O lindíssimo Rosedal – Foto: Patricia Carvalho

Sobrou dias livres? Que tal sair um pouco de Buenos Aires? Quarenta minutos de metrô e trem te levam a Tigre. Assim que você chega na estação, pode adquirir passeios de barco para conhecer os rios da região, além do charmoso Delta e suas ilhas.

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Parte do lindo passeio pelo Delta do Tigre – Foto: Patricia Carvalho

“Legal, Patricia, mas e as comidas? Cadê?!”
Bom, muitas pessoas nos sugeriram diversos bares e restaurantes, mas ao chegar lá, decidimos que iríamos parar para comer onde desse na telha. E foi uma das melhores coisas que fizemos. Procuramos nos aventurar pela culinária típica argentina, desde as tradicionais medialunas no café da manhã, passando pelas empanadas, bondiolas e choripans, até um jantar mais “refinado” com boa carne e delicioso vinho. Aventure-se a fazer o mesmo: abra o Trip Advisor, veja avaliações dos lugares que te chamarem a atenção e aproveite (você verá algumas avaliações minhas por lá, hehe). Ah! Não vá embora sem experimentar os deliciosos sorvetes argentinos – são de comer rezando!

Besos y hasta luego! – Foto: Patricia Carvalho

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Escrito por Ana Luna
Fez intercâmbio, trabalha com turismo, viajou por aí e queria um espaço pra dividir suas experiências! Também é colaboradora do Maroon 5 Brasil