GRÉCIA: A melhor refeição da viagem

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Para quem não sabe, a Catarina Fernandes esteve no Livre Embarque contando sobre suas experiências gastronômicas pela cidade. No início do ano, ela e o marido foram viajar de lua de mel para a Grécia, e agora o relato é internacional! Acompanhem abaixo a melhor refeição da viagem do casal:

Texto e fotos por: Catarina Fernandes

Em meio a menus degustações e restaurantes famosos – ossos do ofício para quem trabalha e vive de comida 😂 – fomos parar em um restaurante em Atenas ZERO turístico. Não havia ninguém ali que não fosse grego. Famílias e grupos de amigos conversavam em voz altíssima (sempre parece que eles estão brigando). Eu não tenho a mínima ideia de qual o nome desse lugar nem sei o nome de nenhum prato que comi.

Entramos meio com medo, não tinha nada escrito em inglês. Cardápio? Só em grego! Começamos a olhar a nossa volta e eu só dava risada. Sorria porque em viagens o sorriso é a porta de entrada para atendimento por mímica. Uma garçonete fofíssima maravilhosa percebeu que o casalzinho estava completamente perdido e de alguma maneira perguntou em grego de onde éramos. Falamos “brasileiros” e pronto!!! A senhorinha maravilhosa era espanhola 🙏🙏🙏 ufa! Que alívio!

Vinho da casa e carta branca branca para a Maria trazer tudo que ela quisesse 😍 A Grécia é um banquete para os entusiastas da boa mesa! Vinhos, pães, azeites, queijo feta, azeitonas, alcaparras, iogurte. IOGURTE… depois dessa não consigo mais comer iogurte aqui. Deveria ser crime chamar vigor de iogurte grego 😂 Quero voltar!

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O restaurante faz seus próprios embutidos

 

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Não sei o nome do prato, mas estava um escândalo de bom. O pão veio bem quentinho.

 

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Salada de batatas

 

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Sobremesas:
Da esquerda – Ops, esqueci de tirar a foto antes de experimentar!! É um creme de iogurte (sempre ele) com um doce de cenoura em cima. Surpreendentemente delicioso! O da direita chama Baklava. Típico grego: doce de nozes com massa filo e mel 😍😍😍

Para quem quiser fazer uma paradinha por lá e comer, o restaurante TA KARAMANLIDIKA fica em Atenas: karamanlidika.gr/



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Bath e o Festival de Jane Austen

Bath

Texto e foto por: Greice Marques

Hey Guys, hoje vim falar do meu destino favorito dentro da Inglaterra: A cidade de Bath. Visitei a cidade em duas ocasiões: a primeira delas em 2012 em uma day-trip para Stonehenge e Bath e a segunda em 2016 para o festival da Jane Austen.

Da primeira vez fui no inverno, então os dias eram muito curtos e por causa da nossa viagem a Stonehenge (relato em breve por aqui) tivemos apenas 3 horas na cidade, em um domingo em que tudo estava fechado, não houve tempo de ver quase nada, fizemos um passeio com o guia que nos contou um pouco sobre a história da cidade e algumas curiosidades e depois nos deixou livres para ver alguns dos pontos turísticos.

A cidade localizada no vale do rio Avon no condado de Somerset, virou patrimônio da Unesco em 1987, e chama a atenção por sua arquitetura georgiana e sua história. Acredita-se que a cidade foi criada pelos romanos que ali descobriram águas termais com propriedades curativas e construíram o que hoje é conhecido como Roman Baths e pode ser visitado pelo público. A cidade se desenvolveu em torno das águas termais e se tornou um complexo de spas atraindo os ricos e transformando-a em um ponto de encontro da alta sociedade Georgiana.

Atualmente, além dos Roman Baths, a cidade atrai um grande número de turistas por causa de uma de suas moradoras ilustres do século 19: a autora Jane Austen. Apesar de ter vivido na cidade por apenas 5 anos (de 1801 a 1806), e ter repetido inúmeras vezes em suas cartas que não gostava muito da cidade, duas de suas obras; Persuasão e a Abadia de Northanger são situadas no local e apresentam uma caricatura da sociedade na época em que a autora viveu. A cidade possui um museu dedicado a autora chamado The Jane Austen Center e também realiza o Jane Austen festival, que é uma semana de eventos relacionados a autora e suas obras.

Eu como uma boa Janeite, em minha primeira visita a cidade, percorri os lugares que aparecem no filme Persuasão (que por sinal é meu livro favorito da Jane), A rua Royal crescent, Pulteney Bridge, Bath Abbey and the Assembley rooms e passei em frente ao museu da Jane Austen que fica perto do Royal Crescent. Como tinha pouco tempo na cidade não pude entrar, mas conversei com o “senhor Bennet” que trabalha no museu e ele me disse que se eu tivesse oportunidade deveria voltar em Setembro para o Festival. Ele me garantiu que as pessoas se vestiam a caráter e desfilavam pelas ruas da cidade e isso nunca saiu da minha cabeça. No ano que passei em Londres, lembrei do que ele tinha me dito e aproveitei para visitar a cidade durante o festival.

A cidade é relativamente pequena, então um dia nela é o suficiente, porém aconselho que este dia seja dedicado apenas para a cidade. Se a intenção for visitar Stonehenge primeiro, acredito que seja melhor pernoitar na cidade para poder aproveitá-la de verdade, especialmente se a viagem for no inverno. No verão acredito que dê para fazer os dois destinos tranquilamente em um dia. Há uma série de opções de lugares com valores acessíveis. Quando visitei a cidade pela segunda vez fiquei em um hostel que custou 15 libras a noite.

Pultney Bridge foi o lugar que mais me encantou na cidade, a ponte que é uma de apenas quatro no mundo que possui lojas em cima dela em ambos os lados. A vista do rio e da ponte é a primeira coisa que vi ao entrar na cidade e é incrível. Eu me senti dentro de um filme de época. Descobri ao pesquisar para escrever o relato que a ponte foi utilizada como cenário para a morte de Javert em Les Misérables e agora amo ainda mais. 😉

The Circus e Royal Crescent são algumas das construções mais bonitas da cidade.  As casas do Circus formam um círculo, que junto com a rua chamada Gay street tem, propositalmente o formato de uma chave. The Royal Circus possui o formato de uma lua crescente e todas as casas tem vista para o parque logo em frente chamado Victoria Park. O gramado em frente as casas era o local de encontro da sociedade Georgiana, que passeavam por ali e inclusive tomavam café da manhã no local. Hoje em dia, o parque ainda é muito utilizado para piqueniques, passeios com os cachorros, e área de descanso para os moradores e turistas que visitam Bath.

bath vista de cima – the circus e royal crescent

O Roman Baths, que é o primeiro complexo termal da cidade, recebe o maior número de visitantes na cidade e também é o lugar mais caro de se visitar. Vale a pena para quem quer tomar um típico chá inglês, molhar as mãos nas águas termais, visitar o museu e conhecer a história da primeira construção da cidade. Eu decidi não visitar o Roman Baths, porque não quis aguentar as filas, porém todas as pessoas que visitam o local adoram a atração. Ao lado do Roman Baths, encontra-se a Abadia de Bath, e na praça e rua ao lado desses dois lugares encontram-se lojinhas de souvenirs e a maioria das lojas da cidade para quem gosta de fazer compras.

Bath e o Festival da Jane Austen

Em minha segunda visita à cidade meu foco era o festival, portanto fiz um walking tour dos lugares em que a Jane Austen morou e os locais que costumava frequentar. Walking tours são sempre uma ótima opção para conhecer os lugares da cidade, sendo o tour temático ou não, dá pra conhecer um pouco da história local e visitar os lugares mais importantes ao mesmo tempo.

Durante o walking tour passamos pela Great Pulteney street que fica logo após a ponte e fomos até a casa que a Jane morou por um tempo localizada em frente ao museu Holburne, que fica ao lado do Sydney Gardens que era onde a Jane e a irmã costumavam caminhar. O tour foi bem interessante porque fui para o lado da cidade que eu não tinha conhecido na primeira visita. As casas são todas com o mesmo tipo de arquitetura e a cidade tem várias colinas, então as caminhadas as vezes são cansativas, mas a vista e as paisagens são lindas.

Bath
great pultney street

O museu da Jane Austen chamado The Jane Austen Center é um ponto turístico indispensáveis para fãs da autora. Além de explicar um pouco sobre a situação dos Austens e sua relação com Bath, você ainda pode se vestir com roupas da época, testar suas habilidades com canetas de pena e aproveitar os souvenirs maravilhosos da loja do museu. Encontrei o mesmo senhor Bennet que disse para que eu visitasse a cidade durante o festival e contei para ele que estava ali por recomendação dele e ele ficou muito contente por eu ter voltado á cidade.

Bath

O festival conta com várias atrações pagas e os valores geralmente são bem altos. Como fui no último fim de semana do festival só consegui fazer o walking tour, e depois acompanhei o desfile chamado mini promenade, de pessoas caracterizadas com roupas da época. Amei. Achei tudo muito legal especialmente porque vários casais participam e as roupas eram maravilhosas!

Bath é o destino ideal para quem procura fugir da frenética Londres para conhecer cidades inglesas menos populosas e com paisagens incríveis. A sensação que tive foi a de ter voltado alguns séculos no tempo e de não querer voltar mais para o período atual.



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Castelo de Malahide

Texto por: Joice Alves

Se você for passear pelo Reino Unido, aproveite para dar uma paradinha em Dublin. Um ótimo passeio é conhecer o Malahide Castle. Este castelo pertenceu a uma tradicional família inglesa, os Talbots e existe desde antes de 1200, é um ótimo passeio pra quem é apaixonado por história e coisas velhas. O castelo mantém os móveis originais, o que faz com que a gente volte no tempo durante a visita, ver como eram os móveis e costumes da época é mergulhar nas fascinantes histórias do Reino Unido.

Malahide fica a cerca de 20 km do centro de Dublin e tem fácil acesso de trem, o chamado Dart. (da pra ir de carro também e a rota é quase a mesma, pois os trilhos do trem são paralelos a rodovia). Eu fui de Dart, peguei o trem na estação Conolly, que fica no centro de Dublin tem trens saindo a cada 10 minutos, da para comprar o ticket na hora, cerca de EUR 6,15 e o trajeto dura menos de 30 minutos.

Eu, como uma boa turista, fui me encantando com as paisagens e o comportamento local e nem vi o tempo passar de tão rapidinho. Chegando na estação Malahide, tem uma caminhadinha de cerca de 10 minutos até o castelo. A visita é guiada e os guias são super simpáticos, nada naquela monotonia de museu. São 45 minutos de tour, da pra comprar o ticket na hora (EUR 12,50 adulto, EUR 6,50 criança, EUR 9,00 estudante e EUR 8,00 idosos) e as visitas acontecem a cada meia hora, super prático e tranquilo.

malahide

Após a visita, você pode aproveitar um jardim enorme que tem em frente ao castelo, leve uma canga e vista roupas confortáveis para se sentar no enorme gramado e relaxar. Nas dependências do castelo tem uma loja Avoca, que é uma marca tradicional irlandesa e possui vários produtos feitos de forma artesanal, vale a pena conhecer, também recomendo os cafés e snacks de lá, não são dos mais baratos mas valem o investimento.

 

Malahide é uma condado de praia, então se estiver por lá no período do verão europeu, aproveite o dia na praia, é uma praia bem legal pra pegar um sol. Destino fácil de memorizar né: destino Malahide, trem pra Malahide, Castelo de Malahide, praia de Malahide, não tem erro, é só aproveitar o dia 😉



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