Texto e fotos por: Tamires Guimarães

O Au Pair é uma excelente opção para quem sonha em ter uma experiência no exterior, porém não tem como investir muito dinheiro. Seja para aprender ou praticar um novo idioma, ter a oportunidade de conhecer novos lugares e novas culturas, ser au pair vai muito além de um intercâmbio de estudos. Esse tipo de intercâmbio te proporciona uma experiência muito mais imersiva na cultura local, além de promover o amadurecimento e o autoconhecimento.

Mas o que exatamente é o AU PAIR?

Au Pair é um intercâmbio cultura onde uma família hospedeira (host Family) acolhe um intercambista por um período de 1 a 2 anos fornecendo de forma gratuita hospedagem, alimentação, uma bolsa de estudos e um salário semanal. Em contrapartida o intercambista precisa preencher alguns requisitos básicos, como: ter até 26 anos anos, não ter filhos e possuir inglês nível intermediário, se propõe a cuidar das crianças da família por um período máximo de 45 horas semanais.

As regras do programa de intercâmbio podem variar de acordo com cada país e cada agência responsável. Vou contar um pouquinho sobre como foi a minha experiência.

Eu decidi que faria o intercâmbio em maio de 2015, como eu não conhecia ninguém que tinha feito esse tipo de intercambio eu pesquisei na internet tudo e mais um pouco. Passava o dia lendo sites, blogs, assistindo vídeos no youtube, vendo depoimentos de meninas que estavam lá e as opiniões eram as mais diversas: gente que estava muito feliz, gente que estava traumatizada, casos de famílias ótimas, famílias péssimas… Mas é daqui que surge o meu primeiro conselho: crie as suas próprias experiências. É muito importante você se munir de informações, porém, cada um vai viver a sua própria experiência. Não crie expectativas demais e nem se desanime caso saiba de alguma experiência mal sucedida.

Tendo isso em mente, resolvi ir até uma agência para tirar as minhas dúvidas. Durante as pesquisas eu descobri que havia uma série de agências e empresas responsáveis pelo intermédio entre os intercambistas e as organizações de cada país e etc… Decidi que faria meu intercâmbio para os Estados Unidos. Nunca tive o sonho de conhecer a terra do Tio Sam, mas me parecia um dos melhores lugares para alcançar o meu objetivo, que era melhorar o inglês.

Minha amiga Ana Luna, que trabalha na STB, me disse que eles faziam esse tipo de intercâmbio. Pesquisei vi que além de uma agência muito boa, o preço era super acessível, (paguei exatamente $500 pela inscrição que incluía as passagens aéreas de ida e volta, seguro saúde e um treinamento de 1 semana quando eu chegasse ao país) e o suporte foi excelente durante todo o processo. A Carol Tango foi minha agente durante o processo e ela sempre me ajudou em tudo. O fato dela também ter sido au pair me passava ainda muito mais segurança.

No final de junho eu já estava com toda a documentação preenchida, e só faltava a organização responsável aprovar minha inscrição.

Depois de uma semana eu tive a notícia de que fui aprovada e poucos dias depois fiquei online no site da agência. É à partir desse site que as famílias têm contato com os intercambistas que estão interessados em serem au pairs. É é por intermédio desse site que acontece o Match (quando a família e o intercambista decidem um pelo outro. É como se fosse um tinder entre famílias e au pairs haha).

Meu match aconteceu muito rápido, consegui minha família em 9 dias. Eu havia conversado com outras duas famílias antes, mas decidi pela família dos Maiers. Minhas Host Family e composta por apenas 1 casal e um menino de 2 anos. Eles moravam há 20 minutos de New York City em uma pequena cidade chamada Pelham.

Fiquei com eles durante 1 ano, o Michael sempre foi um menino muito doce e obediente. Também me dava muito bem com a família, sobretudo com o pai, o que era ótimo, já que ele passava muito mais tempo em casa. Somos amigos até hoje.

Eu não trabalhava aos finais de semana, o que era ótimo, consegui fazer muitos amigos, passear bastante e conhecer NY como a palma da minha mão. Esse tempo livre é fundamental, pois, mesmo quando se tem uma família boa, como no meu caso, a rotina de morar no trabalho, e numa casa que não é sua, às vezes é massacrante.

Passei alguns momentos difíceis onde eu pensava “o que eu estou fazendo aqui?!”. Foi a primeira vez que fiquei tanto tempo longe da família, longe dos amigos… Meu relacionamento de quase 2 anos não aguentou a distância… Nem tudo são flores. É preciso estar muito focado em quais são os seus objetivos. Eu costumo dizer que ser au pair não é pra qualquer um, mas é uma experiência que, se bem aproveitada, só trará benefícios.

 

Sou muito grata por ter tido essa oportunidade, e uma das coisas que sempre me ajudaram a seguir em frente era pensar que caso eu não estivesse feliz eu tinha uma casa e uma família pra onde voltar. Eles sempre me deram muita força.

Ao final do intercâmbio a sensação era de dever cumprido, consegui realizar esse sonho e graças a esse, vários outros, como minha sonhada eurotrip que contarei em outro post. Esse é o tipo de coisa que só você mesmo pode fazer por você, por isso, se você tiver esse sonho e a oportunidade, só vai!! E se der medo, vai com medo mesmo!!

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Escrito por Ana Luna
Fez intercâmbio, trabalha com turismo, viajou por aí e queria um espaço pra dividir suas experiências! Também é colaboradora do Maroon 5 Brasil