O transporte em San Francisco

A cidade da ponte mais famosa do mundo possui 4 tipos de transporte. O bart, que é tipo o metrô deles, o MUNI, que é um ônibus em trilhos mas que também anda debaixo do solo, os bondes que são tradicionais e os ônibus circulares. Recomendo fazer tudo utilizando o transporte público, pois em San Francisco estacionar um carro é praticamente impossível.

bart

O mais rápido deles é o bart, que também possui tarifas mais altas. Se você andar pela Market St., principal rua da cidade, verá inúmeras estações distribuídas. É através dele que você consegue chegar em Oakland (atravessando a bay área por baixo do mar), chegando também em Berkeley e o aeroporto, além de outros pontos estratégicos. É o melhor meio de se locomover na cidade, porém também é fácil se confundir.

mapa do bart em San Francisco
mapa do bart em San Francisco

MUNI

Enquanto estive por lá, por quase 2 meses, o bart entrou em greve 2 vezes. Tive que me virar com o MUNI, que é bem mais lento, para em várias estações e as vezes demora bastante pra chegar. Também é confuso em um primeiro momento, e os vagões e destinos são classificados pelas cores dos trajetos. Para ir de casa até a escola e voltar, eu sempre pegava a linha azul claro (K – a mais demorada) que ia de BALBOA PARK até a POWELL, principal estação da cidade pois fica no centro e perto das lojas famosas. É preciso prestar atenção também no sentido que o MUNI percorre. Inbound é quando está sentido CENTRO, e Outbound é sentido BAIRRO.

mapa do Muni
mapa do Muni

Cable Car

Vou te falar que os bondes lá não possuem uma ampla área de cobertura e andam em linha reta pela cidade em direções diferentes. Mas são ótimos pela experiência e se você tiver muitas subidas (o que não é difícil em SF) pelo seu trajeto. São 3 linhas que fazem as rotas. As filas de espera costumam ser grandes.

  • POWELL/HYDE STREET – maior trajeto do bondinho. Sai da estação central (powell) e vai até a Hyde Street, que fica no píer. Através desta linha você consegue chegar em alguns pontos turísticos: Lombard Street (a rua mais sinuosa do mundo), Fisherman’s Warf (no píer), Chinatown. É possível chegar no Cable Car Museum, que fica entre a Washington e a Mason St.
  • POWELL/MASON STREET – Também sai da powell, corta Chinatown e vai até a Taylor St. E Bay St. Também é possível chegar no Cable Car Museum, que fica entre a Washington e a Mason St.
  • CALIFORNIA ST – Uma reta só. Ele percorre a California St. Inteira indo até o Ferry Building. Ideal para se chegar em Embarcadero.

Ônibus circulares

Eu particularmente acho bem complicado andar de ônibus por lá. Eles dão muitas voltas e não consegui me localizar direito todas as vezes que andei neles. Mas vale a pena pegar da Market e ver os itinerários tanto no google quanto no próprio ônibus.

Valores

Por ficar muito tempo na cidade, acabei comprando o CLIPPER e colocando uma cota alta, que abrangia bart, muni e ônibus. Porém todos eles vendem tickets separados.
Bart – https://www.bart.gov/tickets
MUNI – https://www.sfmta.com/getting-around/transit/fares-passes
Cable Car – http://pt.wikihow.com/Comprar-um-Bilhete-para-o-Bonde-de-S%C3%A3o-Francisco

Mapa Turístico

Para encerrar, gosto muito deste mapa onde mostra as ruas, as rotas e os pontos turísticos, de forma ilustrada. Espero que ajude vocês quando estiverem passeando por San Francisco 😉

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Um pouco sobre Amsterdã, Holanda

amsterdam

Ontem a Priscila, leitora aqui do blog, perguntou sobre a Holanda. Minha experiência com este país foi curta e breve, por isso pedi pra minha amiga Greice Marques falar um pouquinho sobre Amsterdã. Ela esteve lá recentemente, e com certeza seria a melhor pessoa pra contar para vocês e para a Priscila como é a cidade dos canais e tulipas!
O que posso acrescentar sobre Holanda é: o povo é muito prestativo, sorridente e simpático. Utilizei uma companhia aérea também Holandesa (a KLM), e tive alguns problemas durante o voo, onde foram extremamente atenciosos comigo durante as 11hs de viagem entre São Paulo e Amsterdã. Recomendo com muito carinho a KLM, além do detalhe importante: tem mais espaço entre as cadeiras! 😀

Texto por Greice Marques

A pedido da minha querida amiga Ana Luna e criadora desse blog incrível sobre dicas de viagem, vim falar um pouquinho da minha experiência em Amsterdã.
Primeiramente deveria dizer que além do Reino Unido (que é onde estou morando no momento, fazendo mestrado), a única cidade que eu fazia questão de visitar e que não sairia daqui sem conhecer era Amsterdã. Viajei com uma amiga e porque era mais barato fomos pra Bruxelas, na Bélgica, antes (que também é uma cidade bem interessante) e de lá pegamos um ônibus para Amsterdã.

Eu estava um pouco apreensiva porque minha ideia da cidade era moinho de vento, bicicletas, tulipas e lindos canais, e alguns amigos meus comentaram que a cidade era só sexo e drogas. Fico feliz em dizer que não é nada assim. Depende realmente da intenção que você tem ao chegar na cidade.

Eu tinha um roteiro de lugares para visitar e com ajuda do transporte público e do google maps se locomover na cidade é bem tranquilo. Aconselho adquirir o passe para o número de dias que você vai ficar lá que permite usar os serviços de ônibus e tram quantas vezes você quiser, mas fique atento que só vale para os meios de transporte da GVB ou os azuis (que são a maioria).

Outra opção é alugar as famosas bicicletas, mas não fiz isso pois achei caro e como não ando de bicicleta a muito tempo achei que iria atrapalhar o trânsito. E gente, fiquem atentos às bicicletas e aos lugares em que vocês estão andando porque quando eles dizem que o lugar é a cidade das bicicletas, eles não estão mentindo. Tem bicicleta por todos os lados. Estacionadas em todas as pontes dos canais, andando por todos os lugares. Fiquem atentos às buzinas das bicicletas, e saiam do caminho porque é bem possível ser atropelado por uma. Existe tanta bicicleta por lá, que cheguei a perguntar para um holandês como eles encontram as suas pra voltar pra casa, porque com as ruas e os canais tão parecidos tenho certeza que se morasse lá perderia uma bicicleta por semana.

A cidade em si é muito calma e tudo que eu imaginava. É um lugar lindo de se visitar, a cidade é muito limpa e bem cuidada, a arquitetura do lugar é bem característica e incrível, as ruas são largas e dependendo do dia e do lugar não muito movimentadas, os pontos turísticos são fáceis de chegar e não muito distante uns dos outros, e os canais acrescentam uma magia especial a cidade.

O interessante é que você vê um canal e pensa: “Que lindo! Vou tirar uma foto!”, e isso acontece por todo canal que você passa e eles são praticamente iguais, e ao rever as fotos você não sabe muito bem onde você estava a menos que tenha um ponto turístico característico por perto. Hahahaha.

Um passeio que recomendo muito e que acho essencial para conhecer um pouco da história da cidade é o passeio de barco pelos canais. Sai em torno de 17 euros e é fantástico. Você consegue ter uma ideia de como a cidade é organizada e do porque da peculiaridade dos prédios (muitos deles são tortos para o lado ou inclinados para frente), e passa por todos os pontos principais da cidade em apenas uma hora. Recomendo como uma das primeiras atrações. O áudio desses passeios é traduzido para várias línguas e a versão em português (do barco em que eu estava) era português do Brasil! Achei o máximo, mas ouvi em inglês.

Para quem conhece ou já leu O Diário de Anne Frank, existe a possibilidade de visitar o museu que é o esconderijo em que ela ficou durante o Holocausto até ser encontrada e enviada para os campos de concentração. O ingresso custa 9 euros e pode ser adquirido somente online ou no lugar depois das 15hs, mas as filas são enormes então se realmente quiserem ir garantam a compra online. Os canais ao redor do museu também são lindos de se ver e tem wifi de graça, que dá para você usar enquanto espera na fila para entrar. Mas já aviso, não há nada no museu além de fotos, relatos e vídeos então recomendo apenas para quem conhece, ou gosta de história sobre a segunda guerra, porque não é um museu fácil de visitar e pode te deixar deprimida pelo resto do passeio.

Vamos então para a parte polêmica da cidade, que começa por incrível que pareça na frente de um antigo castelo! Não estou de brincadeira. A Dam Square que é um dos pontos turísticos da cidade é o lugar que tem mais restaurantes, lojinhas de souvenir e coffehouses e fica atrás (ou na frente depende da direção que você está vindo) do distrito vermelho. Nesse lugar as ruas são mais apertadinhas e cheias de gente. No geral eu achei tudo super tranquilo. Você pode comprar itens com maconha como: pirulito, cookies, bolo, sorvete etc, tanto nas lojinhas de souvenir quanto nas coffehouses espalhadas pelo local. Você encontra pessoas de todos os tipos fumando no meio da rua, nas coffehouses, e o cheiro do lugar é bem característico, obviamente, mas achei tudo bem tranquilo. Um tanto peculiar, mas é tudo legalizado no país então não é nada fora do comum para eles. Vi muitas pessoas com crianças passeando pelo local porque realmente, não há como negar que também é um ponto turístico importante de se visitar.

O distrito vermelho, que tem sua rua principal ao lado de um canal, mas que também tem grande parte de suas vitrines nas ruas adjacentes e em volta de uma igreja (sim vocês leram certo), existe paralelo a muitas dessas coffehouses e bares e restaurantes legais então vale a pena conhecer também. Não é recomendável tirar foto das mulheres nas vitrines, mas é permitido tirar fotos do local no geral. É peculiar porque você está olhando comidas fantásticas na vitrine e souvenirs e de repente opa! A loja do lado é uma sex shop!

No geral eu adorei o lugar. E como estava lá, experimentei o tal do famoso space cake. Fomos em um grupo de amigos até uma coffehouse e compramos os muffins de maconha, que por sinal são uma delicía. Meia hora depois e nada tinha acontecido. Eu e minha amiga ficamos desapontadas, comentamos que queríamos o dinheiro de volta e saímos da coffehouse para andar por ali. Bom depois disso começamos a rir de uma coisa ou outra mas não atribuímos ao efeito da maconha, resolvemos ir sentar na praça Dam Square, e foi então que fez efeito. Muito efeito. Diferentes para mim e para ela mas foi super engraçado. É uma experiencia interessante que não pretendo repetir, mas é como o ditado diz: Quando em Roma, faça como os Romanos. Hahahaha. Só lembrando que não se deve comprar nada a base de maconha para levar para outro país porque só é legalizado em Amsterdã e pode dar problema na imigração.

Outra coisa que fiz foi caçar o banco do filme A culpa é das estrelas porque sou super fã do John Green. Não foi fácil achar, mas as fotos ficaram lindas! Hahaha. Me encantei pela cidade, é linda, com muitos lugares para visitar e muitas coisas para fazer e é possível de ver os lugares mais importantes em dois dias.

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I left my heart in San Francisco – parte 1

Decidi que falar sobre San Francisco requer muito mais de um post. São muitas coisas pra falar, muitas emoções a compartilhar. Portanto, esse vai ser o primeiro de uma série que será postada por aqui.

Confesso que antes de fazer meu intercâmbio, nunca tive pretensão nem vontade de ir para SF. Talvez, um dia, conhecer a Golden Gate, mas nada que me tirasse horas na frente do computador pesquisando igual faço até hoje com Los Angeles.

De início, eu queria juntar a vontade de conhecer a Califórnia, com um investimento, que seria um intercâmbio de estudos. Dentro da minha área, encontrei um único curso que me interessava e naquele momento me senti frustrada pois o curso não aconteceria em LA, e sim em SF. Imediatamente comecei a pesquisar em como me deslocar aos fins de semana para Los Angeles. Resumo: não deu certo chegar em Hollywood. Resolvi aproveitar a belíssima cidade onde eu estava, que aprendi a amar ao longo dos 2 meses em que morei lá.

Sobre a experiência de ser estudante, vou contar em outro post. Hoje, vou falar da incrível oportunidade que foi conhecer San Francisco. Cidade recheada de charme, as casinhas no estilo vitoriano conquistam o coração de qualquer um. Constantemente me lembravam casinhas de boneca, ou até mesmo a lembrança do seriado ‘Três é Demais’ me vinha à mente.

A vida em SF é relativamente cara. O transporte é caro, mas é essencial, uma vez que dirigir pela cidade e principalmente estacionar por lá é tarefa quase impossível. O muni (uma espécie de bonde-metrô sobre trilhos pela cidade), o bart (metrô) e os ônibus te levam para os principais cantos da cidade, já que não considero SF tão grande. Além dos bondinhos, é claro, que te levam do centro até o píer. Porém também acho bem caro o ticket pra andar de bondinho (ou cable car, como eles chamam). Quando eu fui, em 2013, custava U$6, pelo que pesquisei o preço continua sendo esse. E sim, você anda pendurado, sentado, onde tiver espaço. Vai um cobrador dentro e alguém pra guiar o bonde (manualmente! Imagina a força!). Costuma ficar bem cheio, e as filas são bem longas. Recomendo que pegue nos pontos finais, como no centro ou no píer. Para economizar, você pode utilizar o bilhete único deles. Considerar que cubra as viagens de cable car e quantos dias você for ficar na cidade, relacionando custo x benefício.

Em San Francisco você encontra muita gente de todas as partes do mundo, mas principalmente orientais. É a cidade dos Estados Unidos que mais abriga orientais, entre eles chineses, coreanos, japoneses, e filipinos. A família que me hospedou lá é de filipinos! São uns amores <3 E são também os orientais a maioria nos cursos de intercâmbio como inglês, preparatórios e certificados profissionais. Lá também tem o bairro China Town, como de costume em quase toda grande cidade americana.

No próximo post contarei mais sobre a cidade mais linda da Califórnia e seus costumes locais. E você, já foi pra San Francisco?

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