Como chegar na Abbey Road

Vou confessar pra vocês que não sou muito fã de Beatles. Nada contra, acho que foram precursores e influenciadores de muitos sucessos, só não sou uma fã assídua, não está na minha playlist de músicas e bandas favoritas. Mas uma vez em Londres, fiz questão de conhecer a Abbey Road, até porque minha amiga que estava como guia é super fã e fez questão de me mostrar esse marco musical. Além disso, meu pai escutou muito Beatles então eu precisava contar pra ele na volta como era.

Pra você chegar no cruzamento mais famoso e tirar sua foto em frente aos estúdios, precisa tomar cuidado com uma pegadinha da linha de transporte de Londres. A estação que te leva bem próximo ao cruzamento é a St. John’s Wood (linha Jubilee do metrô – cor cinza). Ela fica à algumas quadras do estúdio, super tranquilo de chegar, uma reta só. Não se engane em querer descer na estação Abbey Road, esta por mais que tenha o mesmo nome, está a 15km de distância do seu destino final.

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Uma vez chegando lá, você precisa ter paciência. Todo mundo que está por ali está com o mesmo objetivo que você: garantir uma foto legal cruzando a famosa rua, igualzinho à capa do disco de 1969 dos Beatles. Vai ter gente na sua foto, pode ser que esteja vazio, espere por tudo e tenha paciência. Outro ponto também que é necessário ter paciência: os motoristas que transitam por lá. A rua tem duas mãos, e por mais que seja um bairro residencial, passa ônibus, carro, moto, tudo. Para tentar amenizar o relacionamento turistas-motoristas, existe uma espécie de sinaleiro ao lado das faixas de pedestre para controlar o fluxo. Quando estive por lá, minha amiga contou que teve uma época que até consideraram retirar este sinaleiro porque virou um problema. Mas ainda bem que isso não foi pra frente!

Você também pode aproveitar e registrar seu rostinho em frente ao Abbey Road Studios (no meu caso, um caminhão estava atrapalhando o rolê turístico). Por lá gravaram inúmeros artistas como Amy Winehouse (com Tony Bennet), Adele, Oasis, entre outros. Maroon 5 também marcou presença por lá gravando o clipe de Sunday Morning <3

Logo do lado dos estúdios tem uma lojinha que você pode comprar souvenirs, cds e vinis famosos. Além de inúmeras coisas que remetem aos estúdios e à famosa rua. Eu como fã da maravilhosa Amy, estava por lá enaltecendo o trabalho da diva do soul.

Na lojinha vende produtos de todos os artistas relacionados ao estúdio.

 

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Les Misérables, o musical de Londres

Uma das atrações imperdíveis de quem viaja para Londres e quer uma experiência de entretenimento inesquecível é escolher um dos muitos musicais e teatros que existem por aqui. Conhecido como West End, ou a Broadway Londrina, os teatros se concentram na área central da cidade e atendem a todos os gostos com preços que variam entre 20 e 80 libras.

Hoje vou falar um pouquinho sobre alguns musicais que assisti por aqui, enfatizando o meu favorito Les Misérables, que é também um dos mais populares daqui. Atenção: Esse post pode conter alto teor de elogios porque não consigo falar sobre musicais sem ficar extremamente empolgada. Tentarei ser objetiva. Pode não dar certo. Hahaha. Sempre fui apaixonada por musicais mas até viajar para Londres em 2012, nunca tinha assistido nenhum musical no palco. Quando saí do país 40 dias depois tinha visto 12 musicais diferentes e repetido dois deles. Entre eles, Mamma Mia, O magico de OZ, Wicked, Chicago, O fantasma da Ópera, Billy Elliot, We will rock you, Rock of Ages, Crazy for you, O Rei Leão e é claro, o musical que marcou minha vida: Les Misérables. Você pode comprar seus ingressos pra assistir inúmeros musicais AGORA clicando aqui.

Os musicais por aqui trocam com frequência. Existem temporadas curtas de apenas meses e longas que duram por anos como Les Misérables que está no palco há 30 anos! Este ano, fui em poucos porque vim para fazer mestrado e o orçamento está curto, mas já consegui assistir In the Heights (Musical do Lin Manuel-Miranda, o mesmo criador de Hamilton) e Les Misérables pela terceira vez. Eu não tenho palavras para descrever meu amor por Les Misérables. A primeira vez que fui não conhecia a história e nenhuma das músicas e foi amor instantâneo. A minha ideia de musical foi exatamente o que Les Misérables me proporcionou: uma história complexa contada totalmente através de músicas com cenários e figurinos fantásticos, personagens inesquecíveis, triste, engraçado, empolgante e emocionante que faz com que você se sinta completamente imerso e quando o show acaba, 3 horas depois, você mal consegue descrever a experiência por que você se sente como se tivesse presenciado algo único. Minhas mãos doíam de tantas palmas que bati.

A história do musical é um pouco complexa, então sugiro que você se defenda muito bem no inglês para poder assistir ao musical, mas fora isso não é necessário saber muito sobre o enredo. Vou contar um pouquinho para quem ficou curioso. O musical que se passa na França, conta a história de Jean Valjean, um homem sentenciado a 5 anos de prisão por roubar pão para alimentar os filhos de sua irmã. Após cumprir sua sentença de 19 anos por diversas tentativas de fuga, Jean Valjean é libertado mas um dos guardas chamado Javert alerta-o de que ele está em prisão condicional e para não esquecer de quem ele é. Valjean foge, muda de nome e vira proprietário de uma fábrica que emprega diversas pessoas incluindo Fantine, mãe solteira que trabalha para enviar dinheiro a sua filha pequena, Cosette, que ela precisou deixar com um casal em outra cidade. Quando é demitida por causa de um desentendimento com outras mulheres da fábrica Fantine se torna prostituta e adoece Valjean a encontra e promete que cuidará de sua filha. No entanto outro homem é preso acusado de ser Valjean e ele confessa quem realmente é para libertar o sujeito que está sendo acusado injustamente. Valjean foge novamente, agora levando consigo a pequena Cosette. Anos se passam e a França está em polvorosa, estudantes clamam por revolução e confiam que o povo irá apoiá-los na luta contra o governo. Marius um dos estudantes se apaixona por Cosette ao vê-la caminhando com seu pai e pessoas do passado de Valjean voltam para atormentá-lo. E o resto vou deixar que vocês descubram por si mesmo.

Depois de assistir o musical pela primeira vez fiquei completamente fascinada. Comprei a trilha sonora, o DVD do show de aniversário. No mesmo ano começaram as gravações da adaptação musical de 2012 que é simplesmente fantástica. Assisti pela segunda vez no palco quando já sabia algumas musicas e quando voltei da viagem li o livro também. A cada reencontro com a história eu ficava ainda mais apaixonada pelo musical e ao assistir pela terceira vez em Maio deste ano, sabendo todas as letras, todas as histórias e relações dos personagens (que não ficam tão claras no musical quanto no livro) achei ainda mais maravilhoso. Foi uma experiência diferente, eu amo praticamente todos os personagens agora, eu prestei mais atenção aos detalhes e aos atores que não são principais. Eu ri nas partes que são as famosas “paradas para aplauso” tão características de musicais. Eu identifiquei todas as mudanças e a maneira como os cantores interpretavam as músicas que há 5 anos fazem parte da trilha sonora da minha vida, eu chorei com Valjean e de novo com a pequena Cosette e eu tive um momento “eu não acredito que estou assistindo meu musical favorito de novo” porque uma das coisas que prometi que faria quando sai daqui em 2012 foi voltar para assistir Les Mis (como o musical é carinhosamente chamado pelos fãs) depois de ter lido o livro.

Eu sorri, mesmo enquanto chorava porque eu estava tão agradecida de estar ali novamente. Minhas músicas favoritas mudaram através dos anos e hoje em dia não posso ouvir “Empty chair at empty tables” sem chorar e dessa vez não foi diferente. Quando todos cantam juntos meu coração chega a parar por alguns segundos. Foi incrível assistir pela terceira vez e como vou passar meu aniversário aqui, vou assistir pela quarta vez. Vai ser meu presente para mim. Não sei explicar o quão incrível esse musical é, não é à toa que é o musical que esteve mais tempo em cartaz sem parar de todos os tempos.

Fotos: Arquivo Pessoal.

Mas, como estou tentando ser imparcial (vocês viram como sou boa nisso?), tenho que dizer que se você está à procura de algo divertido somente para se empolgar com as músicas, talvez Les Mis não seja a melhor escolha. Assistam o filme antes para saber se vocês irão gostar e saibam que TODAS AS FALAS SÃO CANTADAS. O que já ouvi de gente falando que não gostou porque é muito cantado não tá no mapa. Musicais são assim. Quanto menos falas melhor. E Les Mis é incrível, mas como eu disse, a história é complexa e há vários momentos tristes e emocionantes nele que vai fazer você se emocionar também.

Para quem quer algo alegre e empolgante ótimas opções ainda em cartaz este ano são: Mamma Mia, Aladdin, O livro dos Mormons, O Rei Leão, ShowBoat e Kinky Boots entre outros. O importante é escolher um deles e curtir cada momento dos espetáculos que se encontram nos palcos do West End. É uma experiência mágica. Tenho certeza que você não irá se arrepender!

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Um sonho chamado Londres

Nunca tive pretensão de ir para Londres. Na verdade nunca pensei em conhecer a Europa, parecia algo muito caro e inalcançável para mim. Eis que, me programei e incluí Londres numa viagem de 15 dias que inicialmente eram férias do trabalho. Meu roteiro então era: Dublin, Londres e Roma. Destes 3, minha maior expectativa era para Londres. Sempre fui doida pela família real, estudei na Cultura Inglesa, então automaticamente lavavam meu cérebro para conhecer a cidade.

Quando comecei a estruturar minha viagem, minha ficha não caiu até eu chegar no Gatwick (aeroporto menor localizado próximo a Londres). Tinha combinado tudo com a minha amiga querida que eu morro de saudade, a Greice, e passaria quatro dias na casa dela.

A Gre teve toda a paciência do mundo comigo desde o começo. Estruturou um roteiro digno de agência, fez o papel de guia turística melhor do que ninguém, e me levou para os quatro cantos de Londres, sempre empolgada e com um sorriso no rosto. Amiga, ninguém melhor do que você pra me acompanhar nesse sonho britânico!

Logo que cheguei, fui recepcionada com mimos gastronômicos: a Gre tinha feito bolinho pra mim e preparado tudo com muito carinho! Comemos e logo partimos pra jornada turística.

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Foto: Arquivo Pessoal

Assim que entrei no metrô, me lembrei daquele filme ‘Charles de Menezes’ sobre o brasileiro confundido com um terrorista e morto pela polícia dentro do vagão do metrô. A lembrança e a sensação passaram quando finalmente vi a famosa marca ‘underground’ que é a cara das estações de Londres. Olha a felicidade da pessoa após andar pela primeira vez de metrô.

Enfim, daí começou a saga e a emoção de conhecer os pontos turísticos. Digo emoção porque lágrimas escorreram quando vi a cabine telefônica vermelha, cartão postal da cidade, pela primeira vez. Daí caiu minha ficha: ‘Estou em Londres, terra da Rainha’.  Um curiosidade sobre as cabines: muitas delas os telefones não funcionam. Algumas delas são pretas e oferecem wi-fi free pela cidade. E outras tantas não possuem nada dentro.

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Foto: Arquivo Pessoal.

Fomos caminhando e eu com certeza estava com os olhos brilhando a medida em que via tudo pela cidade. Leicester Square (suas fontes e os leões gigantes – sempre muito cheia, principalmente no verão, tenha paciência) e finalmente caminhamos para o Big Ben. Ah, o Big Ben! Eu acho que fiquei tão atônita que parecia que eu não estava tendo reação nenhuma. O Big Ben (que na verdade é o prédio do Parlamento) é mais baixo do que parece, fica bem difícil você tirar uma foto só você e ele, porque o mundo inteiro está ali naquele momento querendo a mesma coisa que você. Então tente dar a volta e pegar ângulos diferentes do comum.

O que mais você vê na região do Big Ben são barraquinhas vendendo souvenirs, casacos e camisetas, e o chapéu do Joey de Friends (quando o elenco foi para Londres). E muitos, muitos pau-de-selfie. Pau de selfie em todo lugar.

Vimos a London Eye, mas não quis pagar para andar nela, apesar de me falarem que a vista compensa. Se você tiver tempo e quiser apreciar a vista 360º de Londres, recomendo que compre com antecedência, pois existe muita fila e costuma ser caro na hora. Para comprar com um preço mais em conta e sem filas, você pode adquirir seu ingresso clicando aqui.

Logo em seguida vimos a Abadia de Westminster (onde Kate e William se casaram <3) e fomos para o St James Park para finalmente conhecer o Buckingham Palace, uma das residências da Família Real.

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Foto: Arquivo Pessoal.

Depois das emoções com a família real, era o momento mais esperado da viagem pra mim: conhecer Camden Town, o bairro onde a Amy Winehouse morou. Sobre este bairro será necessário um post a parte, que virá posteriormente, pela quantidade de conteúdo e de amor depositada em um só lugar!

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Foto: Arquivo Pessoal.

Dentre as emoções que vieram a seguir, recomendo muito principalmente aos fãs de Harry Potter conhecer as estações King’s Cross e St Pancreas (uma do lado da outra), e logo dentro da estação já se encontra a plataforma 9 ¾, onde a parada e a foto são OBRIGATÓRIAS.

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Foto: Arquivo Pessoal.

Também vimos a troca da guarda (lotadíssima. Se quiser um lugar legal pra ver esse rito de passagem, sugiro chegar bem cedo).

E as emoções não pararam quando pude finalmente conferir a Tower Bridge. Suntuosa, imponente, enorme, linda! Ficaria olhando pra ela a tarde toda. Que felicidade em poder ver essa ponte e poder atravessá-la logo em seguida. A mesma emoção senti quando atravessei a Golden Gate Bridge, em San Francisco. Lembrei muito dos jogos olímpicos de Londres, pois os anéis olímpicos ficavam expostos nessa mesma ponte. Vale muito o passeio! Também fomos até a Abbey Road, atravessamos a rua like a Beatle. Quem é fã da banda vai se emocionar nessa parte. E recomendo também muita paciência, tanto para quem atravessa, quanto para quem dirige nessa área. Todo mundo quer atravessar a rua. Mil vezes. Até a foto sair perfeita.

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Fotos: Arquivo Pessoal.

E para concluir a viagem, ainda tivemos o grande prazer de ver Kit Harrington, vulgo Jon Snow de Game of Thrones ao vivo e a cores. Lindo demais! Fora o último passeio que também vai ser detalhado em um post a parte: Visita aos estúdios de gravação de Harry Potter!

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Greice e seu marido Kit

Falar sobre Londres ainda vai render muitos posts, muitos textos. É um assunto que nunca acaba, e espero que vocês se empolguem junto comigo ao contar sobre esse lugar incrível! Mas para compensar que vocês leram tudo até aqui, a Funstock está com uma linha de produtos novinha sobre Londres, e está distribuindo 10% de desconto exclusivo para você, leitor do Livre Embarque!  É só entrar no site, escolher o produto que você mais gostar, colocar o código de desconto EMBARQUE10 e pronto! Vai receber sua compra em casa com tudo certinho! Corre lá, escolhe seu presente e manda foto pra gente do que você comprou! 🙂

 

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