7 músicas que nos fazem querer pegar a estrada

Sabe aquela música que você escuta e te leva pra longe, mesmo não saindo do lugar? Baseando-se nisso, fizemos uma lista de algumas músicas que nos fazem querer pegar a estrada!

Forever Young

Não sei se é porque essa música toca na minha série preferida e me faz ir direto pra Califórnia quando escuto, mas ela dá uma sensação incrível de nostalgia. Regravada por vários artistas, minha versão preferida é essa, do Youth Group.

Story

Eu como fã dedicada que sou, não poderia deixar Maroon 5 de fora dessa lista. A letra de ‘Story’ não tem nada ligado à viagens ou coisas do tipo, mas o ritmo me leva pra bem longe.

Good Ridance

Impossível essa não entrar na lista. A letra diz tudo! Quase um tema de formatura.

Champagne Supernova

Posso dizer com segurança que Oasis só tem músicas nostálgicas pra mim. Ótima banda, ótimo som. Uma pena que deixaram as brigas influenciarem no destino musical deles.

Honey and the Moon

Conheci essa música através da OST de ‘The O.C.’ (que recomendo à todos, aliás). O ritmo lento me faz ir para lugares que nunca estive antes.

Anything But Ordinary

Fã desta cantora que morreu e foi substituída (mentira gente) desde os 11 anos de idade, um dos sucessos do seu primeiro cd, ‘Let Go’, me faz querer pegar a estrada e dirigir sem rumo.

Open Your Eyes

O clipe já leva quem assiste para algum lugar desconhecido, numa tarde chuvosa e aparentemente fria. Mais nostálgico, impossível.


Para quem quiser acompanhar pelo Spotify:

Listamos apenas algumas, mas qual música te faz viajar? Conta pra gente!

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Permita-se mudar os planos

Eu tinha uma séria fixação por Los Angeles. Depois que voltei do intercâmbio, jurei para mim que a próxima viagem seria pra LA. Coisas aconteceram, e eu mudei meu destino de viagem para a Europa, lugar que eu nunca tinha ido.

O resumo disso tudo é que foi a melhor coisa que eu poderia ter feito: mudar os planos. Às vezes temos medo do que não está planejado (o que é natural do ser humano), mas se deixarmos ‘a vida nos levar’, claro, com prudência, a surpresa pode ser melhor do que o esperado.

Me encantei pela Irlanda. Definitivamente não esperava nada deste país, e hoje considero o lugar mais diferente que eu já vi. Desde os costumes e principalmente a arquitetura local, um ponto que eu observo muito quando viajo pois isso define nossa paisagem do dia-a-dia. Completamente diferente do cinza cheio de prédios de São Paulo. Dublin tem castelos no meio do caminho que você faz para ir trabalhar. É simplesmente incrível e diferente.

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Foto: Dublin. Arquivo Pessoal.

Londres eu já sabia o que me esperava por conta da mídia e também por ser um destino que eu escolhi visitar. Roma também escolhi, mas me impressionou por ter parado no tempo. Ambas são lindas e completamente distintas.

No final, parei para pensar e não me arrependo de ter me permitido mudar o destino. Mudei meu trajeto, meus planos de viagem. Troquei por destinos clichês? Com certeza. Mas eram novidade para mim. E confesso que ainda são. Ainda há muito o que explorar desses lugares, pois cada viagem é diferente da anterior.

Permita-se sair da rota e mudar o seu destino. Conhecer o mundo está em suas mãos e sempre é tempo de aprender um pouco mais. Los Angeles continua pendente para mim. Mas nada que me impeça de colocar outros sonhos na frente. Nada foi cancelado, apenas permanece pendente.



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Viajar sozinha é um crescimento

As pessoas vivem em comunidade, sempre buscando estar na presença do outro. As pessoas tem medo de no fim estarem sozinhas. Mas, em alguns momentos, é necessário se bastar.

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Foto: San Francisco, 2013. Arquivo Pessoal.

Comecei a viajar sozinha pois fui fazer intercâmbio. Não conhecia ninguém nos EUA, muito menos em San Francisco. Meu intuito era fazer o curso escolhido, conhecer a cidade e assim que acabasse, voltava pra casa. Não imaginei no quanto essa viagem ia me fazer crescer.
Precisei tomar minhas rédeas, minhas decisões. Meus pais não estavam ali, então eu não poderia consultá-los o tempo todo (o que é normal quando se tem 21 anos). Precisei dar conta das minhas roupas, das minhas coisas, numa casa de estranhos, que poderiam muito bem não serem simpáticos (mas foram e são, muito!), enfim, tive que me virar 100% do tempo.
Minha principal amiga que morava na mesma casa que eu ia viajar no fim de semana e eu não poderia ir com ela. Meu mundo caiu. Ia ficar completamente sozinha lá, sem conversar, sem sair de casa. Num primeiro momento me desesperei, depois encarei bem a situação. Aproveitei que estaria só pra resolver pendências minhas, comprar algumas coisas que eu precisava trazer pro Brasil. Ela ter ido viajar foi a melhor coisa que aconteceu pra mim nessa viagem. Eu adoro ela e adoro a presença dela, mas estar sozinha me ajudou a ser independente em um momento em que eu precisava ser.
Senti-me tão livre e responsável cumprindo minha lista de afazeres, e nunca vou esquecer que parei um momento na praça, em um dia de sol pra comer um hot-dog e percebi que aquele desespero inicial tinha passado, eu estava me sentindo plena, eu me bastava naquele momento.
Agora para a Europa também fui sozinha. Sozinha porque eram as férias do trabalho, sozinha porque montei meu roteiro e fui, sozinha porque eu paguei, sozinha porque precisava ser assim. Viajar sozinha é um crescimento. Você aprende a confiar em você, fazer seu tempo, seu roteiro. Você se dá mais espaço para reparar na cidade, para ver detalhes que podem passar despercebidos quando se está com outra pessoa. Você se torna sua melhor companhia. Quando domina a língua local, não depende de mais ninguém. E quando não domina, é um ótimo momento para praticar, pois depende apenas de você. Viajar sozinha é um crescimento. E não digo que estar entre amigos, família ou qualquer outra pessoa seja ruim, não é nada disso. É só uma faceta diferente de encarar o mundo. E isso se aplica a todas as situações na vida. Se bastar é ótimo. É estar plena e confiante de saber que o que tem ali, naquele momento, é o suficiente. Mas se houver dúvidas, medos, aflições ou até mesmo solidão, não hesite em conversar com alguém, seja a pessoa no caixa do mercado, a pessoa que está do seu lado no hostel, enfim qualquer um. Os outros também têm muito a nos ensinar, mesmo que estejamos sozinhos. Ou principalmente quando estamos sozinhos.

Inspiração de hoje: http://www.coisasdediva.com.br/2016/07/viajar-sozinha/

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