Estar e viajar sozinho te faz crescer

A cada viagem que faço, volto diferente. Não é nada programado, nada transcendental. Não viajo com este propósito. Mas ainda bem que a vida me dá isso em troca quando resolvo andar pelo mundo.

Com cara e coragem, me meto em um avião e viajo sozinha. Geralmente encontro algum amigo ou conhecido no destino final, mas no geral, eu vou sozinha. E por que sozinha? Porque cheguei em um ponto que não consigo mais esperar as datas se encaixarem, porque percebi que ter dias só pra mim é fundamental, e porque finalmente minha companhia me basta.

Quando estou só, tudo depende apenas de mim. Isso me faz crescer. Eu tomo minhas rédeas e viro dona das minhas opções. Nossas escolhas influenciam não somente a nossa vida, mas a dos que estão ao nosso redor. Sozinha, tenho mais tempo para pensar nas coisas, os silêncios se alongam, e minha percepção fica muito mais aguçada. Enxergo melhor os lugares, percebo mais detalhes. Não estou dizendo que estar na presença de outras pessoas me atrapalha, não é isso. Mas estar sozinha me amadurece mais rápido. Estar sozinha é crescer.

A melhor coisa que fiz foi escolher um intercâmbio como primeira viagem sozinha. Por isso quando as pessoas me perguntam detalhes sobre esta experiência, eu sempre digo: é o melhor investimento da sua vida. Independente do destino. Essa experiência desenvolve maturidade, responsabilidade e te faz crescer.

Claro que existem outros meios que te fazem aprender com a vida. Alguns deles são dolorosos, caros ou não custam absolutamente nada. Eu também aprendo de outras formas. Mas estar sozinha é o que me torna melhor. E demorei muito para entender esse processo, mas no momento em que percebi como funcionava, tornei isso algo positivo pra mim.

Por isso, recomendo que todos tenham momentos de isolamento. Para aprender consigo mesmo, para crescer na marra, desenvolver certas características necessárias para enfrentar esse mundão de meu Deus. Esses momentos podem ser viajando, correndo no parque, em casa sozinho olhando pro teto ou ouvindo música. Pare e ouça seu lado interior e desenvolva isso a seu favor. É mágico, único e vai te mudar por inteiro.

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Você precisa se perder na cidade

Quando temos um roteiro pronto e fechado, existe uma ilusão de garantia que tudo vai correr da forma como foi planejado. Porém, o segredo de uma viagem surpreendente está exatamente no oposto. É necessário se perder.

Falar em se perder tem um teor negativo, logo dá uma sensação de desespero e medo do desconhecido. Mas aqui o sentido é outro. É você se deixar sair do roteiro, caminhar sem rumo e conhecer outros parâmetros que podem te surpreender e encantar.

Estive em Dublin em Maio/Junho deste ano, e acabei pegando um ônibus errado vindo do aeroporto quando voltei de Londres. Fui parar em um lugar que a princípio era desconhecido pra mim. Já era tarde, perto de 23hs e eu estava na rua, sozinha, com uma mala de bordo tentando voltar pra casa. A maior dificuldade naquele momento era entender o sotaque do motorista do ônibus, e tentar reconhecer o lugar que eu estava, no escuro, pra achar o rio e voltar pra casa. O medo bateu, o desespero também. Não tinha internet e não tinha como avisar ninguém. Logo pensei ‘tem tanto brasileiro aqui, vou esperar ouvir alguém falando português na rua e pedir informação’. Mas sabe aquele medo de São Paulo que não importa onde vamos, carregamos conosco? Pois bem.

Várias pessoas falando português passaram por mim e eu não parei ninguém pra perguntar. Comecei a reconhecer o lugar. Tinha passado ali só uma vez desde que tinha chegado na Irlanda. Em Dublin não é difícil andar, não achei a cidade tão grande, e a casa da minha amiga onde eu estava hospedada era bem localizada. ‘Só seguir o rio até o final e virar à esquerda’. Precisava encontrar o tal Rio Liffey.

Ha'penny Bridge sobre o Rio Liffey, em Dublin.
Ha’penny Bridge sobre o Rio Liffey, em Dublin.

Por uma boa memória, reconheci o lugar e encontrei o rio. Naquele momento era só atravessar a ponte e pegar o ônibus no sentido certo que iria até o final e me deixaria na rua de casa.

Moral da história: Não acreditei que poderia me virar sozinha naquele momento de desespero. Onde eu estava? Como poderia voltar pra casa? Nessas horas não tem inglês suficiente que passe pela sua cabeça pra conseguir perguntar muito menos conseguir entender a resposta. Me virei. Consegui chegar. Superei um medo e um desespero momentâneo. Me deixei me perder e me encontrei. A surpresa foi a melhor de todas: A segurança e autoconfiança me mostraram o caminho certo. A boa memória ajudou também. Portanto, deixe-se perder para se encontrar e se surpreender. O imprevisível também é uma ótima experiência.

Pra quem quiser saber mais sobre o Rio Liffey e suas incríveis pontes: https://www.e-dublin.com.br/conheca-as-cinco-pontes-mais-famosas-de-dublin/

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7 músicas que nos fazem querer pegar a estrada

Sabe aquela música que você escuta e te leva pra longe, mesmo não saindo do lugar? Baseando-se nisso, fizemos uma lista de algumas músicas que nos fazem querer pegar a estrada!

Forever Young

Não sei se é porque essa música toca na minha série preferida e me faz ir direto pra Califórnia quando escuto, mas ela dá uma sensação incrível de nostalgia. Regravada por vários artistas, minha versão preferida é essa, do Youth Group.

Story

Eu como fã dedicada que sou, não poderia deixar Maroon 5 de fora dessa lista. A letra de ‘Story’ não tem nada ligado à viagens ou coisas do tipo, mas o ritmo me leva pra bem longe.

Good Ridance

Impossível essa não entrar na lista. A letra diz tudo! Quase um tema de formatura.

Champagne Supernova

Posso dizer com segurança que Oasis só tem músicas nostálgicas pra mim. Ótima banda, ótimo som. Uma pena que deixaram as brigas influenciarem no destino musical deles.

Honey and the Moon

Conheci essa música através da OST de ‘The O.C.’ (que recomendo à todos, aliás). O ritmo lento me faz ir para lugares que nunca estive antes.

Anything But Ordinary

Fã desta cantora que morreu e foi substituída (mentira gente) desde os 11 anos de idade, um dos sucessos do seu primeiro cd, ‘Let Go’, me faz querer pegar a estrada e dirigir sem rumo.

Open Your Eyes

O clipe já leva quem assiste para algum lugar desconhecido, numa tarde chuvosa e aparentemente fria. Mais nostálgico, impossível.


Para quem quiser acompanhar pelo Spotify:

Listamos apenas algumas, mas qual música te faz viajar? Conta pra gente!

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