O que visitar em Dublin

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Estive este ano em Dublin e definitivamente a cidade me reservou muito mais do que esperava. Foram poucos dias, mas o suficiente para me encantar. Assim, consegui listar os lugares que mais gostei e que definitivamente recomendo e voltaria!

St Stephen’s Green Park

Como fui no verão, o tempo estava ameno e o sol tomava conta a maior parte do tempo, então pude aproveitar bastante quando visitei o parque. Localizado no centro de Dublin, me encantou pela simplicidade, muito verde e uma pontezinha muito fofa que me lembrou pinturas. O parque é um verdadeiro encanto e nunca está vazio, sendo usado como caminho diário para muitas pessoas, ou simplesmente para alimentar os pombos que lá vivem. Estive lá numa segunda feira e foi paixão a primeira vista. Recomendo a visita!

The Temple Bar

Você precisa ir ao Temple Bar se for à Dublin. É a Vila Madalena deles, ponto turístico e boêmio da cidade. Os principais pubs estão nesta região, e claro o mais famoso de todos que leva o mesmo nome do bairro: The Temple Bar. Pra registrar uma foto ali na frente, tem que ter paciência, pois além de muitas pessoas também quererem tirar a foto igual você, sempre tem muito movimento na região.

Trinity College

Lugar incrível! É o sonho de qualquer pessoa estudar numa universidade como essa. A Trinity, assim como toda a Europa, une o moderno ao clássico. Tudo muito verde e conservado, em dias de verão é possível pegar sol e aproveitar o dia no enorme gramado localizado dentro da instituição. Vale a pena a visita para conferir a construção incrível, os jardins verdinhos e relaxar no maior estilo europeu.

Pontes sobre o Rio Liffey

Como já contei antes, existem inúmeras pontes sobre o principal rio que corta a cidade de Dublin. Porém a minha preferida é a mais próxima do centro: Há’Penny Bridge. Se você estiver com tempo de sobra na cidade, um passeio válido seria conhecer as principais pontes. Tem a Há’Penny Bridge, Samuel Beckett Bridge, O’Connel Bridge…

Café En Seine

Facilmente este lugar está na lista de locais mais bonitos que já vi. Uma mistura de Art Nouveau com Estilo Vitoriano, o Café/Bar/Balada é um lugar bem diferente em Dublin. Durante o dia, ele é um local tranquilo e requintado, onde pode-se apreciar um bom drink ou até mesmo um vinho ou Irish Coffee. De noite em datas específicas, o local se torna uma balada de luxo (no estilo europeu de festejar).

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Primeiras impressões de Dublin

Estive em Dublin em maio/junho de 2016 e confesso que não tinha expectativa nenhuma sobre a cidade. Fui única e exclusivamente para visitar minha amiga e passar o aniversário dela por lá. Assim que cheguei, fui recepcionada pela chuva de vento que tanto ouvi falar que era característica da Irlanda. Vento muito frio e chuva. Como cheguei já de noite, saímos para comer perto da casa dela.

Assim que coloquei o pé pra fora, começou o choque pra mim. Eu pensava que por lá era tudo verde e se resumia à chuva. Mas não passa nem perto dessa ideia minúscula que tinha sobre a cidade. No verão lá o anoitecer acontece depois das 22hs, então a hora que saímos o sol estava começando a dizer adeus. Pegamos o sentido do Rio Liffey e fomos a pé numa hamburgueria lá perto. Que lugar espetacular! E era apenas o começo.

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No dia seguinte me aventurei a ir sozinha da casa da minha amiga até o centro da cidade, onde ela trabalhava, para nos encontrarmos e irmos bater perna depois. Tive medo de me perder no início, mas foi tranquilo de achar. Gosto muito de sair sozinha e caminhar pelos lugares quando viajo. Este é o momento em que presto atenção nos detalhes do dia-a-dia do lugar.

A primeira coisa que me marcou quando cheguei foi ver carros com o volante no lado direito, coisa totalmente estranha para nós no Brasil. E pra atravessar a rua? eu sempre olhava pro lado errado do carro, era bem confuso no início! Dublin tem mãos alternadas em várias ruas, então pra quem não está acostumado pode realmente estranhar. Mas nada que tenha que se preocupar. Dublin é tranquila e simplesmente encantadora!

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Aliás, de tudo que já contei aqui, Dublin é maravilhosa. Com seus castelos e igrejas por todos os lados, a cidade é bem conservada e consegue lidar com o antigo e o moderno ao mesmo tempo. A tipografia das coisas me lembrou muito uma era medieval. Muitas ruas lá ainda são de paralelepípedos. A cidade também é repleta de igrejas, uma mais linda que a outra. A arquitetura sempre me chama atenção quando viajo, e lá não foi nada diferente.

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Outra coisa também que me marcou é o fato dos prédios serem baixos. Não vi nenhum arranha-céu por lá, e os prédios em que as pessoas vivem devem ter no máximo 7 andares. Dublin me passou a sensação de que ‘é possível viver bem sem exageros’. Também me choquei quando vi que tinha internet no ônibus. Todos os ônibus circulares possuem wi-fi gratuito.

Um ponto interessante e que você percebe logo que caminha pela primeira vez no centro de Dublin: o irlandês é um povo extremamente patriota! Juro, eles se orgulham muito de seu país, seu idioma e sua cultura! Então a maioria das coisas que falam de Irlanda, são com muito orgulho e com frases engraçadas de impacto.

A cidade é bem tranquila de andar, e por isso consegui voltar pra casa quando me perdi (clique aqui para ler sobre isso). O rio Liffey me ajudou a entender onde eu caminhava, juntamente com o Google Maps. Sobre compras, achei os valores bem mais em conta do que outros lugares da Europa que visitei. Vale conferir principalmente a loja Penney’s, da Primark.

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E se você pensa que só vi ruivos por lá, se enganou! Tem, SIM, muitos ruivos. Mas o que mais encontrei em Dublin foram os BRASILEIROS! Em peso, nossa galera domina a cidade e talvez diria que a ilha toda! hahahha

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Além disso, um dos pontos principais de Dublin são as pontes que cortam o rio Liffey. Segundo o E-Dublin, 23 pontes estão sobre o rio. A que eu via todos os dias era a Ha’Penny Bridge e a Samuel Beckett Bridge. Sobre a segunda, tive a sorte de ver um dia a ponte se fechando, logo no finzinho, já que ela pode abrir em até 90º. Minha amiga passou por lá um dia e gravou a abertura da famosa ponte irlandesa.

Dublin demanda muitos posts. Um só sobre os pubs, um só sobre as pessoas, sobre as praias e o verão incrível que tive a sorte de pegar enquanto estive na cidade. Aprendi a amar Dublin, a sentir falta da minha rotina de lá, mesmo que breve. Morei alguns dias por lá e amei <3 e com certeza voltarei um dia quando puder.

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Você precisa se perder na cidade

Quando temos um roteiro pronto e fechado, existe uma ilusão de garantia que tudo vai correr da forma como foi planejado. Porém, o segredo de uma viagem surpreendente está exatamente no oposto. É necessário se perder.

Falar em se perder tem um teor negativo, logo dá uma sensação de desespero e medo do desconhecido. Mas aqui o sentido é outro. É você se deixar sair do roteiro, caminhar sem rumo e conhecer outros parâmetros que podem te surpreender e encantar.

Estive em Dublin em Maio/Junho deste ano, e acabei pegando um ônibus errado vindo do aeroporto quando voltei de Londres. Fui parar em um lugar que a princípio era desconhecido pra mim. Já era tarde, perto de 23hs e eu estava na rua, sozinha, com uma mala de bordo tentando voltar pra casa. A maior dificuldade naquele momento era entender o sotaque do motorista do ônibus, e tentar reconhecer o lugar que eu estava, no escuro, pra achar o rio e voltar pra casa. O medo bateu, o desespero também. Não tinha internet e não tinha como avisar ninguém. Logo pensei ‘tem tanto brasileiro aqui, vou esperar ouvir alguém falando português na rua e pedir informação’. Mas sabe aquele medo de São Paulo que não importa onde vamos, carregamos conosco? Pois bem.

Várias pessoas falando português passaram por mim e eu não parei ninguém pra perguntar. Comecei a reconhecer o lugar. Tinha passado ali só uma vez desde que tinha chegado na Irlanda. Em Dublin não é difícil andar, não achei a cidade tão grande, e a casa da minha amiga onde eu estava hospedada era bem localizada. ‘Só seguir o rio até o final e virar à esquerda’. Precisava encontrar o tal Rio Liffey.

Ha'penny Bridge sobre o Rio Liffey, em Dublin.
Ha’penny Bridge sobre o Rio Liffey, em Dublin.

Por uma boa memória, reconheci o lugar e encontrei o rio. Naquele momento era só atravessar a ponte e pegar o ônibus no sentido certo que iria até o final e me deixaria na rua de casa.

Moral da história: Não acreditei que poderia me virar sozinha naquele momento de desespero. Onde eu estava? Como poderia voltar pra casa? Nessas horas não tem inglês suficiente que passe pela sua cabeça pra conseguir perguntar muito menos conseguir entender a resposta. Me virei. Consegui chegar. Superei um medo e um desespero momentâneo. Me deixei me perder e me encontrei. A surpresa foi a melhor de todas: A segurança e autoconfiança me mostraram o caminho certo. A boa memória ajudou também. Portanto, deixe-se perder para se encontrar e se surpreender. O imprevisível também é uma ótima experiência.

Pra quem quiser saber mais sobre o Rio Liffey e suas incríveis pontes: https://www.e-dublin.com.br/conheca-as-cinco-pontes-mais-famosas-de-dublin/

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