O açúcar não é mais doce na Carlos Bakery

carlos bakery

Texto e fotos por: Larissa Louro

Aberta desde o dia 07 de dezembro do ano passado, a tão famosa confeitaria do Cake Boss mantém um ritmo intenso. Visitamos a loja neste sábado, 08 de abril, e encontramos a fila nos muros da Bela Cintra. Como toda loja gringa que aterrissa em solo brasileiro com certa fama, a confeitaria do Buddy Valastro vem cheia de expectativas e rumores. Fomos até lá conferir e o resultado decepciona um pouco.

A começar por aspectos físicos, a loja é pequena, sem mesas, sem conforto e pouco climatizada. Por ser uma confeitaria, os doces precisam de temperaturas amenas, mas não sentimos aquele friozinho gostoso do ar condicionado, apenas o ar quente do tumulto de pessoas tentando enxergar a vitrine de doces.

A decoração fica em uns poucos adesivos que remetem às lojas americanas, muitos (muitos) souvenirs a vista, como camisetas, domãs, squeezes e canecas. Além dos maravilhosos bolos confeitados expostos.

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Após uma fila de 25 minutos imaginando qual doce iríamos escolher, chegamos ao balcão de pedidos. Primeira dica ao navegante de primeira viagem na Carlos Bakery: Antes de chegar ali, vá até a vitrine de doces e escolha com calma o seu. Quando a atendente questiona qual o doce, você tem alguns segundos para responder, sendo que o menu fica distante da abordagem, os próximos clientes pressionam sua escolha e a atendente não é exatamente paciente ou simpática para recomendar algo ou listar os sabores de tower cakes disponíveis.

Segunda dica: Vá com tempo, com um livro, com fones de ouvido ou qualquer coisa para se distrair. Após a primeira fila, aguardamos com uma senha até que o caixa chamasse para o pagamento e retirada da compra. Este segundo momento levou mais 20 minutos de nossa ansiedade.

Vamos ressaltar aqui que os preços não são amigáveis. Vá preparado. Optamos por um Cannoli de Chocolate e uma Tower Cake de Oreo, com uma água para acompanhar e o valor da brincadeira saiu em R$ 36,00.

Para as formiguinhas de plantão um alerta: diminua suas expectativas. Para ter uma boa base da qualidade escolhemos dois dos doces mais tradicionais da casa. O Cannoli, de fato, é uma delicia, porém não vai além da curva. A massa é crocante como propõe a receita, o chocolate é não é cobertura, ou seja, não é daqueles que amarram a boca e o creme, apesar de não ter a textura esperada, estava geladinho. Num todo, o doce é gostoso, mas enjoativo. Quanto a Tower Cake, apesar do preço, o doce compensa. O creme tinha a cremosidade ideal e o bolo estava bem molhadinho!

A visita é encerrada com um Buddy Valastro em tamanho – quase – real na porta, para quela tradicional selfie com o Cake Boss. Apesar dos altos preços, demora e atendimento que deixou a desejar, vale a experiência na confeitaria mais queridinha do momento.

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Os benefícios de fazer intercâmbio

Quando começaram a existir as possibilidades de se viajar e estudar ao mesmo tempo, o intuito inicial era apenas para conseguir um diploma internacional e render uma boa vaga de emprego. O destaque no mercado nos fez ir atrás da educação internacional como atributo no currículo. Hoje, é possível notar que essa experiência vai além da colocação profissional.

Além de ser mais acessível hoje poder viajar com intuito de estudar, as opções são inúmeras, tanto de curso como de destino. É possível fazer um curso de inglês com uma turma completamente voltada apenas para adultos que tenham mais de 30 anos em um lugar como Malta, por exemplo. As empresas e escolas se adaptaram aos interesses dos clientes, que mudaram e se tornaram exigentes ao longo do tempo.

Porém, o intercâmbio vai muito além disso. Os benefícios são tantos e vão além da classe, da escola e do diploma. Conviver com pessoas de cultura diferentes talvez seja o primeiro deles. Nunca me esqueço quando alguns orientais se espantaram em saber que comemos feijão com arroz. Pra eles, feijão é doce e só funciona no doce. O intercâmbio também promove dentro de cada um a independência, o fator principal pra se virar sozinho quando se está viajando. Muitas pessoas hoje viajam ainda adolescentes ou após a faculdade, e confesso que é a melhor época pra ir se você ainda está desenvolvendo seu lado adulto.

Outro ponto que é inevitável é fazer amizades, conhecer lugares novos. É imprescindível fazer amizades quando se está no intercâmbio. Esses novos amigos serão sua família por lá, e te farão entender que país, cidade ou idade não são obstáculos. Converso com minha amiga coreana até hoje. Sabe Deus quando vamos nos ver novamente, mas a amizade permanece.

O intercâmbio é uma vida nova, uma vida a parte de tudo que você já viveu na sua cidade natal. Ele desenvolve um novo você, e isso só é perceptível quando você volta pro Brasil. É tão bom e tão intenso, que por isso muitas pessoas nem voltam. O processo de transformação acontece e você nem percebeu. Mas mesmo assim, cresceu da melhor forma possível: fazendo intercâmbio.

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Quando a alma pede tempo

A vida muitas vezes é tão corrida, que mal percebemos o quão rápido ela passa. Geralmente, só vamos nos dar conta quando as coisas começam a pesar em nossos ombros e entendemos o recado: precisamos parar para descansar, para refletir.

No caso, essa parada funciona comigo quando eu durmo por muitas horas, mas é bem mais efetivo quando viajo. Imagino que com vocês também, já que estão por aqui lendo.

Viajar é dar uma pausa mental em tudo que faz parte do seu dia-a-dia, escapar para um mundo novo, diferente. Por isso todo mundo quer, todo mundo faz. Viajar é dar uma esperança para a alma e renovar os ânimos. E quando falo viajar, não é somente para fora do país. Precisamos desmistificar que viagem só é válida quando é internacional. Mentira. Viagem é ir até para o interior durante um fim de semana. Viajar é se desligar aqui e se ligar lá.

E quando você viaja, é como se uma vida nova começasse ali, na hora do embarque. É quase que uma ilusão do nosso cérebro, uma fuga saudável. Mas enquanto você ‘foge’, você encontra a vida, e dá à alma o tempo que ela pediu. É preciso viajar e renovar o relógio que mora dentro da gente.

Enquanto a alma pede tempo, ela também se alimenta de novas informações, que coletamos enquanto viajamos. Quando o corpo estagna, ele pede essa nova fonte de referências. É necessário reciclar o conteúdo interior. Por isso viajar é tão atraente e tão necessário ao mesmo tempo.

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