Paris e seus segredos

Eu estou pra ver uma parceria que dê tão certo quanto essa daqui! Com muita alegria, o post de hoje é sobre a encantadora Paris, feito pela talentosíssima Catarina Fernandes. O talento dela não se resume só à qualidade da escrita. Ela cozinha super bem, tem mãos de ouro! Esperem por mais textos dela relacionado à gastronomia por aqui!

Texto por Catarina Fernandes

Quando eu penso em Paris a primeira coisa que vem na minha cabeça é o cheiro dos pães assando pela manhã. Assim que me formei em gastronomia parti para uma viagem de um mês que teria um único destino: Paris. Já nos conhecíamos de outra data, mas na minha mente fechar o ciclo da faculdade na cidade mais gastronômica do mundo seria perfeito. Bingo! Paris e comida são duas coisas intimamente relacionadas… Impossível sair andando pelas ruas e não querer se aventurar em algum crepe, queijo ou vinho.

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A cidade é muito tranquila, fomos eu e minha irmã mais nova, sendo ela menor de idade. Em nenhum momento nos sentimentos inseguras. Andamos a pé, voltávamos tarde e aproveitamos muito. Eu saí de São Paulo com um roteiro pré-estabelecido, mas como viajante compulsiva acho valioso que você deixe espaços para o inusitado. Muitas vezes uma atração surge em sua frente e desperta a curiosidade… Deixe seus instintos te levarem!

Uma dica que acho importante na cidade é em relação a hospedagem. A cidade é dividida em bairros e números, chamados arrondissements. Cada bairro corresponde a um número sendo que o número 1 é o centro, o coração de Paris e os números 12 a 20 os mais afastados. Há muitas ofertas de preços baixos nos bairros distantes, mas a meu ver essa economia não é interessante. Explico: se hospedando em regiões mais centrais você poderá fazer muitas coisas a pé e economizar inclusive com o metrô. Já nas regiões afastadas você obrigatoriamente terá que pegar o metrô e fazer uma viagem longa. Além de ter que sair mais cedo para garantir entrada nas principais atrações que já costumam amanhecer com filas. Eu fiquei em uma região entre os arrondissements 8 e 9. Próximo a Opera Garnier, local que inclusive vale muitíssimo a visita. Pegamos um hotel simples, sem café da manhã porque a minha ideia era fazer todas as refeições na rua. Tudo limpo e confortável (deixo o link no fim do post).

Paris é uma cidade que parece que já conhecemos, mas igualmente surpreendente. Uma das escolhas mais certeiras que fizemos foi jantar no restaurante da Torre Eiffel. Reservamos pelo site com três meses de antecedência, e digamos que não foi uma pechincha, mas valeu cada centavo. Dizemos que foi o melhor jantar das nossas vidas! Na mesa ao lado um homem pediu a namorada em casamento!!! Foi muito emocionante. Ah, não fique pensando que a cidade é só para casais, viu? Paris é democrática, crianças, casais, grupo de amigos e até viajantes solo se divertem e muito! Uma das melhores surpresas que tivemos foi quando estávamos  andando pelos arredores da Notre Dame encontramos uma loja especializada em choux que é uma massa do nosso docinho Carolina, só que com recheios típicos franceses como ganache de chocolate ou de creme de confeiteiro. Melhor doce da vida e custou algo como 3 euros. Sobre barato e caro eu acho importante ressaltar que tem pra todos os bolsos. Claro que o nosso real não ajuda muito, mas comi em uma das melhores hamburguerias da cidade por 13 euros.

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Foto: arquivo pessoal.

Essa é a cidade do flanar. Ande sem destino, descubra seus lugares favoritos. Embarque sem medo. Os franceses são extremamente solícitos e dentre os mais jovens todos falam inglês, o que facilita muito! A sinalização é ótima e a malha metroviária cobre toda a cidade.

Se tiver mais do que quatro ou cinco dias por lá recomendo que escape até Giverny, a casa onde viveu o pintor impressionista Claude Monet. Uma casinha muito simpática com um jardim de tirar o folego. E já que você veio até aqui se permita almoçar do Jardin des Plumes, é para comer de joelhos!

13647045_1164429470287847_1838596580_oFoto: arquivo pessoal.

Bom Voyage!

PS: em tempos de grana faltando, a abertura do filme Meia Noite em Paris nos dá um gostinho delicioso dessa cidade dos sonhos

Hotel http://www.hoteldutriangledor.com/

Restaurante Torre Eiffel https://www.restaurants-toureiffel.com/index.cfm/page/lid/5/rid/2666/ (comprar com muita antecedência)

Choux Odette http://www.odette-paris.com/

Giverny http://giverny.org/gardens/fcm/visitgb.htm

Jardin des Plumes http://www.jardindesplumes.fr/

 

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Um pouco sobre Amsterdã, Holanda

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Ontem a Priscila, leitora aqui do blog, perguntou sobre a Holanda. Minha experiência com este país foi curta e breve, por isso pedi pra minha amiga Greice Marques falar um pouquinho sobre Amsterdã. Ela esteve lá recentemente, e com certeza seria a melhor pessoa pra contar para vocês e para a Priscila como é a cidade dos canais e tulipas!
O que posso acrescentar sobre Holanda é: o povo é muito prestativo, sorridente e simpático. Utilizei uma companhia aérea também Holandesa (a KLM), e tive alguns problemas durante o voo, onde foram extremamente atenciosos comigo durante as 11hs de viagem entre São Paulo e Amsterdã. Recomendo com muito carinho a KLM, além do detalhe importante: tem mais espaço entre as cadeiras! 😀

Texto por Greice Marques

A pedido da minha querida amiga Ana Luna e criadora desse blog incrível sobre dicas de viagem, vim falar um pouquinho da minha experiência em Amsterdã.
Primeiramente deveria dizer que além do Reino Unido (que é onde estou morando no momento, fazendo mestrado), a única cidade que eu fazia questão de visitar e que não sairia daqui sem conhecer era Amsterdã. Viajei com uma amiga e porque era mais barato fomos pra Bruxelas, na Bélgica, antes (que também é uma cidade bem interessante) e de lá pegamos um ônibus para Amsterdã.

Eu estava um pouco apreensiva porque minha ideia da cidade era moinho de vento, bicicletas, tulipas e lindos canais, e alguns amigos meus comentaram que a cidade era só sexo e drogas. Fico feliz em dizer que não é nada assim. Depende realmente da intenção que você tem ao chegar na cidade.

Eu tinha um roteiro de lugares para visitar e com ajuda do transporte público e do google maps se locomover na cidade é bem tranquilo. Aconselho adquirir o passe para o número de dias que você vai ficar lá que permite usar os serviços de ônibus e tram quantas vezes você quiser, mas fique atento que só vale para os meios de transporte da GVB ou os azuis (que são a maioria).

Outra opção é alugar as famosas bicicletas, mas não fiz isso pois achei caro e como não ando de bicicleta a muito tempo achei que iria atrapalhar o trânsito. E gente, fiquem atentos às bicicletas e aos lugares em que vocês estão andando porque quando eles dizem que o lugar é a cidade das bicicletas, eles não estão mentindo. Tem bicicleta por todos os lados. Estacionadas em todas as pontes dos canais, andando por todos os lugares. Fiquem atentos às buzinas das bicicletas, e saiam do caminho porque é bem possível ser atropelado por uma. Existe tanta bicicleta por lá, que cheguei a perguntar para um holandês como eles encontram as suas pra voltar pra casa, porque com as ruas e os canais tão parecidos tenho certeza que se morasse lá perderia uma bicicleta por semana.

A cidade em si é muito calma e tudo que eu imaginava. É um lugar lindo de se visitar, a cidade é muito limpa e bem cuidada, a arquitetura do lugar é bem característica e incrível, as ruas são largas e dependendo do dia e do lugar não muito movimentadas, os pontos turísticos são fáceis de chegar e não muito distante uns dos outros, e os canais acrescentam uma magia especial a cidade.

O interessante é que você vê um canal e pensa: “Que lindo! Vou tirar uma foto!”, e isso acontece por todo canal que você passa e eles são praticamente iguais, e ao rever as fotos você não sabe muito bem onde você estava a menos que tenha um ponto turístico característico por perto. Hahahaha.

Um passeio que recomendo muito e que acho essencial para conhecer um pouco da história da cidade é o passeio de barco pelos canais. Sai em torno de 17 euros e é fantástico. Você consegue ter uma ideia de como a cidade é organizada e do porque da peculiaridade dos prédios (muitos deles são tortos para o lado ou inclinados para frente), e passa por todos os pontos principais da cidade em apenas uma hora. Recomendo como uma das primeiras atrações. O áudio desses passeios é traduzido para várias línguas e a versão em português (do barco em que eu estava) era português do Brasil! Achei o máximo, mas ouvi em inglês.

Para quem conhece ou já leu O Diário de Anne Frank, existe a possibilidade de visitar o museu que é o esconderijo em que ela ficou durante o Holocausto até ser encontrada e enviada para os campos de concentração. O ingresso custa 9 euros e pode ser adquirido somente online ou no lugar depois das 15hs, mas as filas são enormes então se realmente quiserem ir garantam a compra online. Os canais ao redor do museu também são lindos de se ver e tem wifi de graça, que dá para você usar enquanto espera na fila para entrar. Mas já aviso, não há nada no museu além de fotos, relatos e vídeos então recomendo apenas para quem conhece, ou gosta de história sobre a segunda guerra, porque não é um museu fácil de visitar e pode te deixar deprimida pelo resto do passeio.

Vamos então para a parte polêmica da cidade, que começa por incrível que pareça na frente de um antigo castelo! Não estou de brincadeira. A Dam Square que é um dos pontos turísticos da cidade é o lugar que tem mais restaurantes, lojinhas de souvenir e coffehouses e fica atrás (ou na frente depende da direção que você está vindo) do distrito vermelho. Nesse lugar as ruas são mais apertadinhas e cheias de gente. No geral eu achei tudo super tranquilo. Você pode comprar itens com maconha como: pirulito, cookies, bolo, sorvete etc, tanto nas lojinhas de souvenir quanto nas coffehouses espalhadas pelo local. Você encontra pessoas de todos os tipos fumando no meio da rua, nas coffehouses, e o cheiro do lugar é bem característico, obviamente, mas achei tudo bem tranquilo. Um tanto peculiar, mas é tudo legalizado no país então não é nada fora do comum para eles. Vi muitas pessoas com crianças passeando pelo local porque realmente, não há como negar que também é um ponto turístico importante de se visitar.

O distrito vermelho, que tem sua rua principal ao lado de um canal, mas que também tem grande parte de suas vitrines nas ruas adjacentes e em volta de uma igreja (sim vocês leram certo), existe paralelo a muitas dessas coffehouses e bares e restaurantes legais então vale a pena conhecer também. Não é recomendável tirar foto das mulheres nas vitrines, mas é permitido tirar fotos do local no geral. É peculiar porque você está olhando comidas fantásticas na vitrine e souvenirs e de repente opa! A loja do lado é uma sex shop!

No geral eu adorei o lugar. E como estava lá, experimentei o tal do famoso space cake. Fomos em um grupo de amigos até uma coffehouse e compramos os muffins de maconha, que por sinal são uma delicía. Meia hora depois e nada tinha acontecido. Eu e minha amiga ficamos desapontadas, comentamos que queríamos o dinheiro de volta e saímos da coffehouse para andar por ali. Bom depois disso começamos a rir de uma coisa ou outra mas não atribuímos ao efeito da maconha, resolvemos ir sentar na praça Dam Square, e foi então que fez efeito. Muito efeito. Diferentes para mim e para ela mas foi super engraçado. É uma experiencia interessante que não pretendo repetir, mas é como o ditado diz: Quando em Roma, faça como os Romanos. Hahahaha. Só lembrando que não se deve comprar nada a base de maconha para levar para outro país porque só é legalizado em Amsterdã e pode dar problema na imigração.

Outra coisa que fiz foi caçar o banco do filme A culpa é das estrelas porque sou super fã do John Green. Não foi fácil achar, mas as fotos ficaram lindas! Hahaha. Me encantei pela cidade, é linda, com muitos lugares para visitar e muitas coisas para fazer e é possível de ver os lugares mais importantes em dois dias.

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Viajar não é sinônimo de ter dinheiro

Por muitas vezes eu sempre escutei, desde minha primeira viagem internacional: que rica! indo viajar pra outro país! E logo depois que eu voltei, entendi que conhecer lugares não se trata de riqueza material.

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Foto: Londres, maio 2016. Arquivo pessoal.

 

Nunca me considerei uma pessoa rica, nunca ouvi em casa que temos muito dinheiro. O que sempre ouvi foi ‘quem se esforça, guarda dinheiro e vai longe’. E foi exatamente o que fiz. Guardei o dinheiro do meu primeiro estágio em uma poupança, economizei por um bom tempo, cortando gastos fúteis. Em junho de 2013 embarquei para San Francisco, com tudo pago apenas pelo dinheiro do meu estágio (que a considerar a época e a função, não era muito).

O mesmo ocorreu agora com a viagem pela Europa. Eu tinha um objetivo: viajar novamente. Pesquisei valores, locais e eventos mais em conta que pudessem caber dentro do que eu poderia bancar. Abri mão de alguns luxos ao longo do tempo. Guardei novamente em uma poupança tudo que eu ia ganhando. Comprei euro e libra aos poucos, por alguns meses. Nunca fui de fazer muitas compras em viagem. Simplesmente não é o meu objetivo. Gosto de viajar para conhecer lugares, para respirar história, para ver de perto o que os livros da escola, a tv e a internet me mostram. Ativei o modo ‘econômico’ e fui. Irlanda, Holanda, Inglaterra e Itália entraram na minha lista, com uma viagem que durou 15 dias.

Portanto amigos, é possível sim viajar sem ser rico. Corte luxos, abra mão de coisas por um sonho maior. Não importa quanto tempo demore, o que importa é o sonho se realizar. Pesquise opções mais em conta, sintetize passeios e principalmente: faça um roteiro antes de ir. Isso economiza tempo, dinheiro e te faz conhecer mais lugares. Tudo é possível, só basta organização, pesquisa e disciplina para se chegar no seu objetivo. Gastar com viagem é o único investimento que te torna mais rico.

Inspiração de hoje: http://viajeaqui.abril.com.br/vt/blogs/achados/2016/02/22/consumir-menos-para-viajar-mais/?utm_source=redesabril_viagem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_viagemeturismo

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