Dicas para visitar a Golden Gate Bridge e Sausalito

O dia em que visitei a Golden Gate Bridge e de quebra ainda desci pra Sausalito, foi um dia único e muito feliz. Já estava no fim da minha estadia em San Francisco e eu ainda não tinha ido conhecer a famosa ponte laranja (que mais parece vermelha ao meu ver. Cor de ferrugem, não sei). Então saímos, eu e minha amiga Nati, para ver esse ícone da arquitetura e uma das atuais maravilhas do mundo.

Do lugar onde eu morava até a ponte foi um caminho loooongo. SF tem um sério problema de transporte, mesmo a cidade sendo um caos no quesito ‘dirigir carro’. Lá não tem lugar onde estacionar, então não compensa andar de carro pela cidade. Mas nesse caso considerei a chegada por transporte público até a ponte bem complexa, considerando que é o ponto turístico principal da cidade. Se você quiser fazer a travessia de carro, é importante lembrar que é cobrado um pedágio tanto na ida quanto na volta. Você pode se informar melhor sobre isso clicando aqui.

Chegamos e tinha muito nevoeiro (o famoso fog), quase não dava pra ver a ponte por inteiro. Por incrível que pareça, não estava tão frio, mas ventava muito. A ponte é bem extensa, e costuma ter muita gente passando. Só se transita de um lado, e nesse um lado tem que caber os dois sentidos dos pedestres e as bikes que passam toda hora por ali. No dia que eu fui tava bem tranquilo, acredito que por causa do fog, então não tivemos muitos problemas em registrar a ida e tirar muitas fotos.

Durante a travessia, algumas placas contam um pouco da história da ponte e de seus heróis que participaram da construção. A Golden Gate Bridge é campeã em suicídios. Muitas pessoas vão ali para terminarem com suas vidas, por isso constantemente é possível ver alguns guardas transitando pela ponte, além de placas alertando para o tratamento contra essa tentativa.

Atravessamos a ponte lentamente, parando para admirar o mar e tirar algumas fotos. Foi um momento bem único. Não sei explicar, aquela ponte tem uma energia muito diferente. E eu me senti muito feliz fazendo aquela travessia. Ao final, antes de descer, você encontra como se fosse um terraço onde as pessoas tiram fotos com a ponte ao fundo.

Logo depois, chegamos em uma descida estreita e íngreme, onde muitos faziam a descida para a cidade de Sausalito de bicicleta ou dentro de ônibus. Na época não sabíamos sobre a possibilidade de usar bikes pra descer, e que deveria ser reservado antes. Portanto, descemos a pé, com muito medo pois a estrada é muito estreita e tem muitas curvas. Não recomendo fazer a descida a pé, pois não tem uma ciclovia pra isso, é apenas a estrada sem acostamento, e você ainda divide o espaço com as bicicletas. Meu conselho: compre antes. E você pode adquirir seu passeio clicando aqui. Para tornar a visita à ponte ainda mais emocionante, você também pode fazer um passeio de helicóptero sobrevoando esse cartão postal!

Após a descida, chegamos em Sausalito e parecia – literalmente – outro lugar. Depois que você atravessa a ponte, o nevoeiro vai embora, o sol e o calor chegam e a paisagem muda completamente. Sausalito é a cara daquelas cidades de seriado teen à beira da praia (vulgo The OC para os mais viciados em série, como eu). As casas ficam na colina e tem a melhor vista para o mar e principalmente para a Golden Gate.

Ao longo da rua principal, você encontra muitos restaurantes e lojinhas de souvenir. Recomendo que, caso você possa comer antes de descer pra Sausalito, faça isso. Pois a comida lá é cara. O principal hotel da cidade fica de frente pro mar e chama Casa Madrona. Com uma construção belíssima e com a vista melhor ainda! Mas só vale a pena se hospedar se você realmente quiser desfrutar da calmaria. A cidade é pequena e não tem muitas atrações diferentes.

Vale a pena pesquisar os preços dos souvenirs e não comprar na primeira loja, pois o preço varia muito de uma pra outra. Se você quiser comprar lembrancinhas de San Francisco/California/EUA, deixe para comprar na China Town, em San Francisco mesmo. Lá os preços são mais em conta, tipo 25 de março, e você ainda pode negociar com os comerciantes. Mas se quiser algo específico de Sausalito, melhor pesquisar os valores entre as lojinhas e ver o que cabe melhor no seu orçamento.

Sausalito é pequena, residencial, mas vale o sorvete, o passeio e principalmente sentar nos banquinhos na beira do mar e observar a paisagem. Não esqueça de conferir o horário para subir para a Golden Gate novamente e atravessar a ponte. Importante lembrar sobre a iluminação reduzida na estradinha caso você esteja de bicicleta.

Para ver sobre passeios e tours tanto em Sausalito, quanto em San Francisco, clique aqui.
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Bruxelas em 1 dia – dicas e roteiro

Texto por: Greice Marques

Hey guys, hoje estou aqui para falar um pouquinho da minha viagem para Bruxelas, na Bélgica. Primeiramente devo dizer que a escolha foi bem aleatória. O único motivo de eu ter visitado a cidade é que queria ir para Amsterdam (clique aqui para ver meu relato sobre a cidade) e pela Bélgica estava mais barato. A Eurostar (empresa de viagens de trem da Europa) estava na promoção, então resolvi viajar de Londres a Bruxelas e de lá pegar um ônibus (que leva em torno de 4 horas) para Amsterdam. Quando decidi ir não conhecia nada sobre a cidade e algumas pessoas me disseram que era uma cidade sem muita coisa para ver ou fazer, por isso resolvi ficar apenas um dia por lá, mas me surpreendi com o lugar.

A minha primeira impressão da cidade não foi das melhores, a maioria dos prédios tem pichação, algumas ruas do centro são estreitas e o transporte público (trams) estão velhos e mal cuidados, mas percebi isso apenas do caminho da estação de trem até a casa em que ficamos (que pegamos pelo Airbnb), e não é muito diferente das ruas no centro de São Paulo ou Florianópolis por exemplo.

Eu tinha um roteiro de uma amiga minha que fez o caminho inverso (de Amsterdam para Bruxelas) alguns dias depois e todos os lugares que iríamos visitar ficavam a menos de 1km de distância do ponto central, chamado Grand Palace. Eu e minha amiga acabamos fazendo tudo a pé e visitamos quase todos os lugares em menos de 5 horas. No verão escurece por volta das 11 da noite, então o tempo é muito bem aproveitado. No ônibus de volta para o quarto vimos os bares lotados e muita gente nos parques da cidade com piquenique e bebidas, fazendo o happy hour depois do trabalho.

Vou começar dizendo que o forte da cidade é a comida. Havia duas coisas na lista que precisávamos provar: Belgian Waffle e Belgian Fries. Eu que não sou muito de batata frita, achei elas mais gostosas do que o normal, mas nada se compara aos Waffles de lá. Eles se encontram em várias lojinhas perto e entre as ruas da praça principal da cidade e variam na questão do preço dependendo da quantidade de cobertura que você quer. Procurem as lojinhas que é possível ver o waffle feito na hora. Eu comi um com caramelo e morango e GENTE O QUE ERA AQUILO! MARAVILHOSO! E só paguei 3 euros. E é claro, existem mais lojas que vendem chocolate do que é possível contar! Aconselho a olharem bem porque existem umas que são mais caras que as outras sem necessidade, andem bastante e explorem as milhares de lojas de chocolates que tem em volta do Grand Palace.

Além disso, existem umas ruazinhas perto da praça principal que tem milhares de restaurantes um do lado do outro e as pessoas praticamente te puxam para dentro. Vale a pena comer ali também. Um fato curioso: a maioria dos pratos são frutos do mar. Perguntei o porquê e me disseram que a muito tempo atrás havia um canal ali e os frutos do mar chegavam fresquinhos, direto dos pescadores. As porções são bem generosas e por um preço bem razoável. No geral achei a cidade bem acessível.

Fomos ao Grand Palace, que é um conjunto de prédios lindíssimos com uma praça no meio e que não importa de onde você tire fotos não vai conseguir pegar todos os prédios. Hahahaha. Depois fomos ver o tal do Manekin Piss, que é uma estátua de um menininho fazendo xixi que é muito famosa por lá mas é muito decepcionante. É minúscula e sem propósito, mas vale a pena ir até lá porque fica em uma ruazinha estreita que tem várias lojas que vendem Belgian Waffle e Belgian Chocolate bem baratinhos. Depois disso tínhamos algumas igrejas e praças para visitar e é aí que fomos andando e achamos as coisas sem saber os nomes dos lugares, e no fim descobrimos que tínhamos feito a lista inteira sem querer. Explorar a cidade a pé é a melhor opção sem dúvida. Não é um passeio cansativo e as coisas são perto umas das outras.

Encontramos uma igreja chamada St. Mary’s royal church do século 19 que não estava na lista, mas que foi o lugar mais legal da cidade. Usamos um elevador público que nos levava a praça na frente da igreja e que tem uma vista lindíssima da cidade inteira. Fomos também ao Mont des Arts, que é uma praça na frente de um dos pontos turísticos da lista. O lugar é lindo e como a cidade é cheia de colinas geralmente todos esses lugares tem grandes vistas. Vimos o royal palace que é bem bonito mas o parque na frente dele é o que mais vale a pena. Caminhamos por lá e ficamos descansando um pouco antes de voltar para o quarto. A última coisa que fizemos na cidade no outro dia de manhã (antes de voltar para o centro para comer mais, é claro), foi visitar o Cinquentenaire Park que também é muito bonito e passamos um tempão olhando as pessoas brincando com seus cachorros.

No geral, adorei a cidade (talvez porque tenhamos pego dias maravilhosos e ensolarados), os lugares são bem bonitos, fáceis de encontrar, é possível fazer tudo a pé, e as comidas são incríveis. Recomendo muito para quem tem vontade de conhecer um pouquinho da Bélgica.



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Não seja turista na sua própria cidade

Esses dias eu estava procurando por pontos turísticos em São Paulo, e percebi que sou turista na minha própria cidade. Uma cidade tão plural e viva como SP possui tantas opções de entretenimento, turismo e cultura, que fica difícil você acompanhar. E isso acontece por vários motivos, seja interesse, tempo, dinheiro ou até mesmo conhecimento.

Fiz então uma lista de lugares em São Paulo que me interessam e que ainda não conheço, ou que fui apenas uma vez, valendo a visita novamente:

– MASP: fui no Museu de Arte de São Paulo uma única vez para uma atividade da faculdade, e desde então não subi mais as escadas do vão livre mais famoso do país para conferir as exposições. Um baita ponto turístico, que uma paulista nata só foi uma vez. Mas passei várias vezes na frente, conta?

– Mirante 9 de julho: Após a reforma, também estive lá uma única vez e há muito tempo atrás. Lembro pouco e quase não aproveitei quando fui lá. Mas sei que tem vários eventos, e a comida de lá é boa. Fora a vista privilegiada da avenida 9 de julho. Vale a volta!

– Pinacoteca de São Paulo: Por lá rolam inúmeras exposições de artes plásticas, muitas delas de artistas famosos, e nunca estive lá para conferir. Devido ao tempo, devido às filas e inúmeros fatores ainda não me levaram na Pinacoteca. Entra na lista de pendências.

– COPAN: essa obra lindíssima de Oscar Niemeyer fica pertinho de casa e nunca estive por lá também. Completamente plural, o prédio abriga lojas, escritórios, restaurantes, domicílios e tem sua vida própria, como uma cidade. Me conquista só pela arquitetura!

– Beco do Batman: sempre fico sonhando nas fotos incríveis que eu poderia tirar nesse lugar, porém também nunca fui ): localizado na Vila Madalena, os muros pintados atraem os olhares até dos gringos, que passam lá pra conferir o local.

– Museu do Futebol: já estive no Pacaembu muitas vezes, mas não visitei o museu. Também imperdoável pra mim, já que consigo ter acesso facilmente ao local. Entra pra listra. UPDATE: VISITEI! e você pode ler sobre a visita aqui.

– Teatro Municipal: não resisto à construções antigas! Já estive dentro do Teatro mais bonito que já vi na vida! Mas faz muito tempo, então não conta. Para quem não sabe, tem dias de apresentações gratuitas por lá!

– Edifício Martinelli e Edifício Banespa: infelizmente o Banespa está fechado para visitação. O Martinelli é aberto, e você precisa agendar sua visita. Porém, infelizmente, ainda não fui conferir essas maravilhas de perto. Entraram para o topo da lista.

E você, conhece bem sua cidade? Te proponho a fazer uma lista também com os locais que você gostaria de visitar, e ir em todos até o fim do ano. Vamos lá! 😀



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