Texto e fotos por: Alice Bartelochi

Passei o fim de 2015 procurando onde virar o ano com os amigos. Dentre várias sugestões, nenhuma serviu porque estava tudo caro (isso que dá planejar viagem faltando 15 dias pra acabar o ano). Eis que meu melhor amigo tinha contatos em Florianópolis, e deixamos mais pro meio de Janeiro mesmo. Foi algo muito espontâneo tipo: “quero viajar” – “eu também” – “BORA”.

Eu nunca tive curiosidade de conhecer Florianópolis, nunca gostei de praia, de verão. Sempre fui a pessoa que prefere, ama e venera o inverno. Mas eu andava numa vibe de tentar coisas diferentes que acabei topando, super animada. Fomos pela Gol mesmo, e pegamos uma promoção de passagens. Até que curti o voo, só tinha viajado pela TAM até então.

Ficamos num apartamento que a vista dele dava para a praia de Ponta das Canas (tinha acesso pelos fundos, atravessando um laguinho) e era a coisa mais linda. Toda manhã acordávamos e tinha aquela paisagem divina nos dando bom dia. O calor lá é bem intenso, mas você nem sente devido à tantas coisas maravilhosas.

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Foto: Arquivo Pessoal.

As praias que conseguimos visitar foram: Praia Brava, Praia dos Ingleses, Jurerê, Canasvieiras e Ponta das Canas. Vou falar um pouco de cada uma:

Ponta das Canas estava ali no nosso “quintal” então fomos nela primeiro. Era a mais tranqüila em questão de pessoas freqüentando. Tinha uma trilha que dava em outra parte mais calma da praia. Tinham muitas pedras por ali, e as pessoas pulavam delas para mergulhar. Estava muito quente, então não cheguei a ir até o topo delas, pois tenho medo de altura. Tem um coreto nesse “quintal” do apartamento, bem de frente pro acesso à praia. Um dia ficamos ali vendo o pôr-do-Sol e foi a coisa mais linda e surreal que já vi. O meu ódio por praias desapareceu naquele momento. Também faziam uns 20 anos que eu não pisava na praia, então a emoção foi grande.

É engraçado que quando você olha toda aquela vista da ilha de cima, da sacada do apartamento, as praias parecem perto uma da outra, mas na prática a história muda. Decidimos ir para Canasvieiras no segundo dia e pegamos um ônibus ali perto do prédio. Foi muito rápido. Tivemos que descer perto do “centrinho” de Canasvieiras, era um pouco longe da praia, mas valeu a pena. Lá é bem mais movimentado que o centro de Floripa.

Uma coisa que achei sensacional: Todos ônibus que você pega para ir de uma praia a outra, ou até o centro, tem um aviso bem atrás do banco do motorista: “se não houver troco mesmo que for para 100 reais, o passageiro não paga” – algo como “é obrigação do cobrador ter troco”. Vai fazer isso aqui em SP…

Voltando a falar de Canasvieiras: tem um centrinho maravilhoso com TUDO o que você pode imaginar. Muitos restaurantes, pizzarias, sorveterias (achamos um self service de sorvete que só de lembrar já me faz querer voltar pra lá agora mesmo), lojinhas com as coisas mais lindas pra se trazer de lembrança, lojas de roupas e agências de turismo – onde as pessoas fechavam passeios como Beto Carrero, parque aquático, passeio de navio. (Mais abaixo falo sobre os passeios que fizemos).

Outra coisa legal também é que você se sente na Argentina porque o lugar é DOMINADO pelos argentinos. Você pode até sair de lá com a moeda deles sem querer (todos achavam que meu amigo era gringo, até que um deu 2 pesos de troco. A moeda deles é IDÊNTICA à nossa de um real. Só fomos perceber quando voltamos para o apartamento). Tinham lojas com coisas escritas apenas em espanhol, muito imigrante que trabalha por ali, os próprios turistas eram 90% da Argentina. Pratiquei bastante meu espanhol (principalmente quando fomos ao Beto Carrero e encontramos dois bêbados super gente boa logo cedo. Em Janeiro lá rola muita festa, então é comum ver cenas como essa).


Fomos diversas vezes nesse centrinho, era o point pra tudo: comprar lembrança pra família, comer quando a preguiça de cozinhar batia ou quando não queríamos mais comer miojo. O mais bizarro era que de final de semana tudo abria às cinco da tarde e ia até bem tarde da noite. Indo reto pela rua principal desse centrinho, você chega na praia. Lá, fomos avisados que a água estava contaminada, mas as pessoas não pareciam se importar com isso, porque estava lotado de gente. Muita gente alugando cadeira de praia, guarda-sol, vendendo comida, bebida, brincando na água. Decidimos andar pela orla da praia porque a praia do Jurerê era grudada nela. Isso era umas 13 horas, e havíamos passado protetor Solar de um fator mais baixo, ou seja, viramos pimentão (nada que um pós Sol não resolveu depois e um fator 60 pros outros dias – subestimamos o Sol de Floripa).

Em Jurerê chegamos a alugar uma cadeira e ficar por lá por um tempo. Outra praia maravilhosa, mas também lotadissima. Nessa praia, a água estava própria para banho e as ondas não eram muito fortes. Andando pela orla, você chega num píer que quando o Sol se põe, cria uma vista maravilhosa. Até brinquei numa das fotos que tiramos que era “luz divina abençoando a viagem”, porque parecia. Nela, fomos duas vezes, e na segunda ficamos até o entardecer. Aliás, a variedade musical das praias era bem grande. Usávamos meu celular as vezes para descansar nas cadeiras, mas era só andar um pouco que a diversidade começava: do funk ao tango argentino, era divertidíssimo ver o povo se soltando e festejando como se não houvesse o amanhã.

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A praia dos Ingleses é uma das mais famosas da ilha. Para chegar nela, é preciso ir de ônibus até o terminal e de lá pegar um ônibus pra essa praia. Nos deram uma dica de um app tipo o “cadê o bus” daqui. Chama app Fênix, e fornece todas linhas e terminais de Floripa, horário, integrações e todas informações necessárias pra ir de um canto pra outro sem se perder. O legal também é que a integração lá é gratuita nos terminais – isso ajudou e MUITO, e nesse terminal descobrimos que sai ônibus do aeroporto direto pra ele, e vice-versa. Esse ônibus que vai para a praia dos Ingleses passa na frente do Água Park Show, um dos parques aquáticos mais badalados de Floripa – falarei sobre ele no próximo post.

A praia dos Ingleses, na minha opinião, é a melhor de todas que visitamos. Quase não tem ondas, dá para curtir bem a água por ser mais tranquila. Todas as praias tinham areia bem fofa e clarinha, mas dava pra tostar o pé fácil com o calor que tava.

A praia Brava, só pelo nome já entrega: ondas fortíssimas, um lugar que quem não ta muito acostumado precisa ter cuidado. Praia linda, mas para chegar lá – pelo menos pra mim que odeio ladeiras – é um sacrifício. Você pode pegar um ônibus pra lá, ou ir a pé, mas é claro que meu melhor amigo, super legal, um DOCE de pessoa, inventou da gente ir a pé. Parecia interminável e depois de muitas paradas pra beber água, chegamos.

Nela ficamos o máximo que deu porque foi a última praia que visitamos, deixamos essa pro último dia. Pra nadadores BEM medianos como eu, é uma praia tensa. Nem me arrisquei a ir muito pro fundo, levei muita onda na cara, água no ouvido e tudo mais, capotes que foram clicados e eternizados na minha câmera pelo meu amigo, tudo o que podem imaginar. Mas foi divertido. Na volta, chegamos num lugar que dava para ver a ilha quase toda. E que vista incrível! Nos rendeu belas fotos!

No próximo post vou contar sobre os parques e atrações mais legais de Floripa 🙂



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Escrito por Ana Luna
Fez intercâmbio, trabalhou com turismo, viajou por aí e queria um espaço pra dividir suas experiências! Também é colaboradora do Maroon 5 Brasil