Visita ao Coliseu

Em junho, quando fui à Itália, tive a sorte de me hospedar pertinho do Coliseu (você pode ler sobre isso clicando aqui). Estava à uma distância a pé, então todos os caminhos começavam por lá. Porém, só tive a oportunidade de conhecê-lo por dentro no meu último dia em Roma.

Na frente do Coliseu, você encontra várias pessoas vendendo ingressos para o tour que acontece lá dentro, entre outros lugares turísticos da cidade. Porém a visita é gratuita todo primeiro domingo do mês. Então não precisei comprar ingresso nenhum.

E como a gente bem conhece, tudo que envolve GRATUIDADE, tem seus poréns. Além de ser um domingo, era início de temporada. Estava completamente cheio e com filas gigantescas. Mas a boa notícia é que as filas andaram super rápido. Chegamos no Coliseu às 9hs, e simplesmente entramos na fila e aguardamos. Nesse momento, é preciso ficar atento, pois muitos furam a fila, já que não há uma divisão nem organização. É tipo a fila do mercado. E além disso, tem muitas pessoas que querem vender o tour com guia em idiomas específicos. Sinta-se a vontade para contratar caso não tenha o domínio do inglês. O sol estava judiando, mas nada me tiraria dali. Eu queria MUITO entrar e ver de perto aquele marco histórico.

Na época que eu fui, a reforma do Coliseu estava em sua fase final. Por isso, alguns lugares lá dentro não tinham acesso permitido, e era possível ver andaimes em alguns pontos. Nada que atrapalhasse a visita. O legal de ficar na fila é poder ver com calma os detalhes da construção, e tirar foto com outras ruínas que ficam próximas.

Após algumas horas de fila, entramos e logo no começo nos deparamos com aquela imensidão. De fora não parece tão grande. Uma vez lá dentro, você adentra também aos livros de história. Roma é história pura. Aquele lugar detém muita energia, mesmo centenas de anos depois.

Para quem não sabe, vale a pena ler sobre a história do Coliseu antes. Até porque, se você for visitar em dias cheios como eu fui, vai ser meio impossível conseguir ler todas as placas que contam sobre a história do lugar (que estão em inglês, aliás). Então se tiver interesse, super recomendo saber o que rolou ali.

Já sabendo a história, não tem como você entrar e não sentir toda a energia daquele lugar. Para explorar o Coliseu, prepare-se para as escadas íngremes e com degraus irregulares, e principalmente para a eterna briga de conseguir um bom cenário para sua foto sem aparecer um desconhecido no fundo. É difícil, porém não é impossível. Ah, e vale a pena conhecer e explorar todos os andares.

Coliseu

Lá dentro tem também uma loja de souvenirs, um tanto quanto caros, mas algumas coisas valem o preço. Comprei um livro que reconstruíram várias obras de Roma digitalmente. Levei de última hora pro meu pai que estava no Brasil. Achei uma aquisição incrível e que valeu cada euro. Além disso, tem várias camisetas, cartões postais, enfim. Se não quiser comprar nada, a visita já vale a pena.

coliseu coliseu

Coliseu

Para quem é apaixonado por história como eu, a visita é obrigatória. Eu poderia ficar um dia inteiro lá dentro, só lendo sobre o Coliseu e admirando a arquitetura infelizmente já deteriorada. Espero que você leitor, quando for para Roma, se encante e volte no tempo, como aconteceu comigo. É um lugar único e precioso!



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Les Misérables, o musical de Londres

les miserables

Uma das atrações imperdíveis de quem viaja para Londres e quer uma experiência de entretenimento inesquecível é escolher um dos muitos musicais e teatros que existem por aqui. Conhecido como West End, ou a Broadway Londrina, os teatros se concentram na área central da cidade e atendem a todos os gostos com preços que variam entre 20 e 80 libras.

Hoje vou falar um pouquinho sobre alguns musicais que assisti por aqui, enfatizando o meu favorito Les Misérables, que é também um dos mais populares daqui. Atenção: Esse post pode conter alto teor de elogios porque não consigo falar sobre musicais sem ficar extremamente empolgada. Tentarei ser objetiva. Pode não dar certo. Hahaha. Sempre fui apaixonada por musicais mas até viajar para Londres em 2012, nunca tinha assistido nenhum musical no palco. Quando saí do país 40 dias depois tinha visto 12 musicais diferentes e repetido dois deles. Entre eles, Mamma Mia, O magico de OZ, Wicked, Chicago, O fantasma da Ópera, Billy Elliot, We will rock you, Rock of Ages, Crazy for you, O Rei Leão e é claro, o musical que marcou minha vida: Les Misérables. Você pode comprar seus ingressos pra assistir inúmeros musicais AGORA clicando aqui.

Os musicais por aqui trocam com frequência. Existem temporadas curtas de apenas meses e longas que duram por anos como Les Misérables que está no palco há 30 anos! Este ano, fui em poucos porque vim para fazer mestrado e o orçamento está curto, mas já consegui assistir In the Heights (Musical do Lin Manuel-Miranda, o mesmo criador de Hamilton) e Les Misérables pela terceira vez. Eu não tenho palavras para descrever meu amor por Les Misérables. A primeira vez que fui não conhecia a história e nenhuma das músicas e foi amor instantâneo. A minha ideia de musical foi exatamente o que Les Misérables me proporcionou: uma história complexa contada totalmente através de músicas com cenários e figurinos fantásticos, personagens inesquecíveis, triste, engraçado, empolgante e emocionante que faz com que você se sinta completamente imerso e quando o show acaba, 3 horas depois, você mal consegue descrever a experiência por que você se sente como se tivesse presenciado algo único. Minhas mãos doíam de tantas palmas que bati.

A história do musical é um pouco complexa, então sugiro que você se defenda muito bem no inglês para poder assistir ao musical, mas fora isso não é necessário saber muito sobre o enredo. Vou contar um pouquinho para quem ficou curioso. O musical que se passa na França, conta a história de Jean Valjean, um homem sentenciado a 5 anos de prisão por roubar pão para alimentar os filhos de sua irmã. Após cumprir sua sentença de 19 anos por diversas tentativas de fuga, Jean Valjean é libertado mas um dos guardas chamado Javert alerta-o de que ele está em prisão condicional e para não esquecer de quem ele é. Valjean foge, muda de nome e vira proprietário de uma fábrica que emprega diversas pessoas incluindo Fantine, mãe solteira que trabalha para enviar dinheiro a sua filha pequena, Cosette, que ela precisou deixar com um casal em outra cidade. Quando é demitida por causa de um desentendimento com outras mulheres da fábrica Fantine se torna prostituta e adoece Valjean a encontra e promete que cuidará de sua filha. No entanto outro homem é preso acusado de ser Valjean e ele confessa quem realmente é para libertar o sujeito que está sendo acusado injustamente. Valjean foge novamente, agora levando consigo a pequena Cosette. Anos se passam e a França está em polvorosa, estudantes clamam por revolução e confiam que o povo irá apoiá-los na luta contra o governo. Marius um dos estudantes se apaixona por Cosette ao vê-la caminhando com seu pai e pessoas do passado de Valjean voltam para atormentá-lo. E o resto vou deixar que vocês descubram por si mesmo.

Depois de assistir o musical pela primeira vez fiquei completamente fascinada. Comprei a trilha sonora, o DVD do show de aniversário. No mesmo ano começaram as gravações da adaptação musical de 2012 que é simplesmente fantástica. Assisti pela segunda vez no palco quando já sabia algumas musicas e quando voltei da viagem li o livro também. A cada reencontro com a história eu ficava ainda mais apaixonada pelo musical e ao assistir pela terceira vez em Maio deste ano, sabendo todas as letras, todas as histórias e relações dos personagens (que não ficam tão claras no musical quanto no livro) achei ainda mais maravilhoso. Foi uma experiência diferente, eu amo praticamente todos os personagens agora, eu prestei mais atenção aos detalhes e aos atores que não são principais. Eu ri nas partes que são as famosas “paradas para aplauso” tão características de musicais. Eu identifiquei todas as mudanças e a maneira como os cantores interpretavam as músicas que há 5 anos fazem parte da trilha sonora da minha vida, eu chorei com Valjean e de novo com a pequena Cosette e eu tive um momento “eu não acredito que estou assistindo meu musical favorito de novo” porque uma das coisas que prometi que faria quando sai daqui em 2012 foi voltar para assistir Les Mis (como o musical é carinhosamente chamado pelos fãs) depois de ter lido o livro.

Eu sorri, mesmo enquanto chorava porque eu estava tão agradecida de estar ali novamente. Minhas músicas favoritas mudaram através dos anos e hoje em dia não posso ouvir “Empty chair at empty tables” sem chorar e dessa vez não foi diferente. Quando todos cantam juntos meu coração chega a parar por alguns segundos. Foi incrível assistir pela terceira vez e como vou passar meu aniversário aqui, vou assistir pela quarta vez. Vai ser meu presente para mim. Não sei explicar o quão incrível esse musical é, não é à toa que é o musical que esteve mais tempo em cartaz sem parar de todos os tempos.

Fotos: Arquivo Pessoal.

Mas, como estou tentando ser imparcial (vocês viram como sou boa nisso?), tenho que dizer que se você está à procura de algo divertido somente para se empolgar com as músicas, talvez Les Mis não seja a melhor escolha. Assistam o filme antes para saber se vocês irão gostar e saibam que TODAS AS FALAS SÃO CANTADAS. O que já ouvi de gente falando que não gostou porque é muito cantado não tá no mapa. Musicais são assim. Quanto menos falas melhor. E Les Mis é incrível, mas como eu disse, a história é complexa e há vários momentos tristes e emocionantes nele que vai fazer você se emocionar também.

Para quem quer algo alegre e empolgante ótimas opções ainda em cartaz este ano são: Mamma Mia, Aladdin, O livro dos Mormons, O Rei Leão, ShowBoat e Kinky Boots entre outros. O importante é escolher um deles e curtir cada momento dos espetáculos que se encontram nos palcos do West End. É uma experiência mágica. Tenho certeza que você não irá se arrepender!



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Bruxelas em 1 dia – dicas e roteiro

Texto por: Greice Marques

Hey guys, hoje estou aqui para falar um pouquinho da minha viagem para Bruxelas, na Bélgica. Primeiramente devo dizer que a escolha foi bem aleatória. O único motivo de eu ter visitado a cidade é que queria ir para Amsterdam (clique aqui para ver meu relato sobre a cidade) e pela Bélgica estava mais barato. A Eurostar (empresa de viagens de trem da Europa) estava na promoção, então resolvi viajar de Londres a Bruxelas e de lá pegar um ônibus (que leva em torno de 4 horas) para Amsterdam. Quando decidi ir não conhecia nada sobre a cidade e algumas pessoas me disseram que era uma cidade sem muita coisa para ver ou fazer, por isso resolvi ficar apenas um dia por lá, mas me surpreendi com o lugar.

A minha primeira impressão da cidade não foi das melhores, a maioria dos prédios tem pichação, algumas ruas do centro são estreitas e o transporte público (trams) estão velhos e mal cuidados, mas percebi isso apenas do caminho da estação de trem até a casa em que ficamos (que pegamos pelo Airbnb), e não é muito diferente das ruas no centro de São Paulo ou Florianópolis por exemplo.

Eu tinha um roteiro de uma amiga minha que fez o caminho inverso (de Amsterdam para Bruxelas) alguns dias depois e todos os lugares que iríamos visitar ficavam a menos de 1km de distância do ponto central, chamado Grand Palace. Eu e minha amiga acabamos fazendo tudo a pé e visitamos quase todos os lugares em menos de 5 horas. No verão escurece por volta das 11 da noite, então o tempo é muito bem aproveitado. No ônibus de volta para o quarto vimos os bares lotados e muita gente nos parques da cidade com piquenique e bebidas, fazendo o happy hour depois do trabalho.

Vou começar dizendo que o forte da cidade é a comida. Havia duas coisas na lista que precisávamos provar: Belgian Waffle e Belgian Fries. Eu que não sou muito de batata frita, achei elas mais gostosas do que o normal, mas nada se compara aos Waffles de lá. Eles se encontram em várias lojinhas perto e entre as ruas da praça principal da cidade e variam na questão do preço dependendo da quantidade de cobertura que você quer. Procurem as lojinhas que é possível ver o waffle feito na hora. Eu comi um com caramelo e morango e GENTE O QUE ERA AQUILO! MARAVILHOSO! E só paguei 3 euros. E é claro, existem mais lojas que vendem chocolate do que é possível contar! Aconselho a olharem bem porque existem umas que são mais caras que as outras sem necessidade, andem bastante e explorem as milhares de lojas de chocolates que tem em volta do Grand Palace.

Além disso, existem umas ruazinhas perto da praça principal que tem milhares de restaurantes um do lado do outro e as pessoas praticamente te puxam para dentro. Vale a pena comer ali também. Um fato curioso: a maioria dos pratos são frutos do mar. Perguntei o porquê e me disseram que a muito tempo atrás havia um canal ali e os frutos do mar chegavam fresquinhos, direto dos pescadores. As porções são bem generosas e por um preço bem razoável. No geral achei a cidade bem acessível.

Fomos ao Grand Palace, que é um conjunto de prédios lindíssimos com uma praça no meio e que não importa de onde você tire fotos não vai conseguir pegar todos os prédios. Hahahaha. Depois fomos ver o tal do Manekin Piss, que é uma estátua de um menininho fazendo xixi que é muito famosa por lá mas é muito decepcionante. É minúscula e sem propósito, mas vale a pena ir até lá porque fica em uma ruazinha estreita que tem várias lojas que vendem Belgian Waffle e Belgian Chocolate bem baratinhos. Depois disso tínhamos algumas igrejas e praças para visitar e é aí que fomos andando e achamos as coisas sem saber os nomes dos lugares, e no fim descobrimos que tínhamos feito a lista inteira sem querer. Explorar a cidade a pé é a melhor opção sem dúvida. Não é um passeio cansativo e as coisas são perto umas das outras.

Encontramos uma igreja chamada St. Mary’s royal church do século 19 que não estava na lista, mas que foi o lugar mais legal da cidade. Usamos um elevador público que nos levava a praça na frente da igreja e que tem uma vista lindíssima da cidade inteira. Fomos também ao Mont des Arts, que é uma praça na frente de um dos pontos turísticos da lista. O lugar é lindo e como a cidade é cheia de colinas geralmente todos esses lugares tem grandes vistas. Vimos o royal palace que é bem bonito mas o parque na frente dele é o que mais vale a pena. Caminhamos por lá e ficamos descansando um pouco antes de voltar para o quarto. A última coisa que fizemos na cidade no outro dia de manhã (antes de voltar para o centro para comer mais, é claro), foi visitar o Cinquentenaire Park que também é muito bonito e passamos um tempão olhando as pessoas brincando com seus cachorros.

No geral, adorei a cidade (talvez porque tenhamos pego dias maravilhosos e ensolarados), os lugares são bem bonitos, fáceis de encontrar, é possível fazer tudo a pé, e as comidas são incríveis. Recomendo muito para quem tem vontade de conhecer um pouquinho da Bélgica.



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