Tato Bodeman em Las Vegas

Texto por: Renato Bodeman

Vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa Las Vegas! Pronto, agora que fiz a referência a Elvis Presley, já posso tirar isso do caminho e falar sobre a tão comentada cidade do pecado.

Sendo fã da rainha suprema Britney Spears e aproveitando que eu estava passando por uma temporada em Los Angeles, na Califórnia, decidi pegar um fim de semana para dar um pulinho em Vegas e presenciar a residência Piece Of Me, no Planet Hollywood. Mas como estamos em crise e o dólar continua uma loucura, resolvi fazer disso uma aventura gastando o mínimo, aproveitando o máximo e sempre mantendo a fé de ganhar uma fortuna nos cassinos.

Para chegar lá, subi em um ônibus da empresa Greyhound, que saía de Los Angeles e deixava em Las Vegas por um precinho camarada, apenas 16 dólares o trecho (comprei ida+volta por 42 dólares, já com as taxas). A viagem durou cerca de 8 horas, com algumas paradinhas estratégicas para esticar as pernas. Além disso, os ônibus são bem confortáveis e oferecem wi-fi e tomadas, o que fez com que a viagem até lá não ficasse tão cansativa.

Em relação à hospedagem, por motivos de verba, não consegui ficar em nenhum dos hotéis incríveis que ficam na Las Vegas Blvd, em um trecho conhecido como The Strip, que é uma espécie de Avenida Paulista onde todos os hotéis, cassinos e fervo acontece. Acabei me hospedando em um hostel super agradável chamado Hostel Cat que, embora não fique no centro, fica mais ao norte da Las Vegas Boulevard e dá pra ir super tranquilo pro fervo.

Aliás, uma dica de ouro: Se você puder, conheça Vegas durante a semana. Os preços das diárias nos hotéis do Strip ficam BEM MAIS em conta. Por exemplo: Numa quarta-feira, uma diária no Planet Hollywood, hotel onde a Britney Spears faz seus shows, custava em torno de 50 dólares. No fim de semana, o preço pulava pra 350.

O meu roteiro para Vegas era: chegar na sexta-feira, dar uma turistada, ver o show da Britney no sábado e voltar no domingo de manhã. Então, como eu estava com muito pouco tempo na cidade, resolvi focar minhas atenções no Strip e ver o máximo possível de coisas.

Para me locomover, em vez de gastar horrores com Uber e Lyft, comprei um ticket de transporte da RTC que custava 20 dólares e me dava acesso a uso ilimitado dos ônibus por 3 dias, além de que os ônibus são daqueles double-decker e são 24h.

Na sexta-feira a noite resolvi curtir uma boate em Las Vegas, e acabei escolhendo ir na Piranha Nightclub (MELHOR NOME). É nessa boate onde se apresentam algumas drag queens do RuPaul’s Drag Race e nessa noite eu consegui ver apresentações de Shannel, India Ferrah, Yara Sofia e algumas outras queens locais incríveis. Não paga nada para entrar. O chato é que, assim como em Los Angeles, a farra acaba às 2h da manhã. 🙁

Agora vamos falar sobre os hotéis do The Strip. Não é novidade para ninguém que o grande barato de Las Vegas é justamente conhecer os cassinos e a vida noturna da cidade. Sendo assim, todos os cassinos acabam ficando dentro dos hotéis que, por sua vez, são verdadeiros empreendimentos temáticos, com direito a shoppings, teatros, bares, boates e claro, os cassinos. Dei um rolêzinho nos principais hotéis e digo aqui o que achei de cada um:

Luxor: Em forma de pirâmide, o hotel possui uma temática egípcia e conta com uma exposição paga sobre o Titanic.

Luxor

New York New York: Com temática americana (duh), o hotel tem lojas temáticas da M&Ms, Reeses e tem até uma montanha-russa! Lá também tem uma franquia da hamburgueria Shake Shack, uma ótima opção para lanche.

Caesar’s Palace: É provavelmente o maior hotel da região. Como o nome sugere, ele tem uma temática romana e um shopping repleto das grifes de luxo. Depois de ficar rico nos cassinos, provavelmente é pra lá que a gente vai torrar tudo. Céline Dion atualmente faz os shows de sua residência no local. (Aliás, essa semana a bonita comemorou o marco de 1.000 shows lá)

Planet Hollywood: É A TERRA PROMETIDA. É ONDE A RAINHA SUPREMA E SALVADORA DA HUMANIDADE BRITNEY SPEARS FAZ A SUA RESIDÊNCIA. Enquanto todos os hotéis tem uma pegada mais adulta, o PH tem uma atmosfera bem mais jovem e divertida, talvez por causa dos shows mais voltados a esse público como já surtei anteriormente. Além da Britney, Jennifer Lopez e Lionel Richie também se revezam no The Axis, casa de shows/teatro do hotel. Em Março, os Backstreet Boys entram no rodízio de shows.

The Venetian: Lindo, Lindo. Todo trabalhado na Veneza, o hotel é provavelmente o mais bonito da região, na minha humilde opinião. Rola até uns passeios de barco para quem se interessar. O Blue Man Group faz shows nesse hotel, que tem uma ponte interligando com o hotel The Palazzo.

Como bom turista que sou, também aproveitei a oportunidade para ir tirar a já clássica foto na plaquinha “Welcome To Fabulous Las Vegas,” que tá lá desde 1959. Ela fica localizada bem no comecinho do The Strip e desde 2014 é alimentada por energia solar. Quando cheguei lá, não esperava ver uma fila considerável de turistas para tirar foto, mas a fila anda bem rápido. Como é um espaço público, há uma placa dizendo que não existem fotógrafos oficiais e ninguém está autorizado a vender nada, mas que é liberado tirar foto. No dia em que eu fui, havia um fotógrafo que ajudava as pessoas a tirarem suas fotos, sem cobrar nada, mas ele aceitava gorjetas e doações. Ele quem acabou tirando as minhas fotos lá.

That picture. #lasvegassign #lasvegas

Uma foto publicada por Renato Bodeman (@tatobodeman) em


Apesar de ter sido apenas por um fim de semana, a minha passagem por Las Vegas foi incrível. É uma cidade projetada para que todo mundo se divirta e aproveite o melhor da vida, e assim o fiz. ALÉM DO FATO DE QUE EU VI O SHOW DA BRITNEY SPEARS E FOI MARAVILHOSO! ELA É LINDA, PERFEITA, DANÇA DEMAIS E AINDA CONSEGUI GUARDAR UMA PENA QUE CAIU DA ROUPA DELA.

Para conferir todos os vídeos e fotos feitos pelo Renato, acesse o instagram dele: @tatobodeman



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O transporte em San Francisco

A cidade da ponte mais famosa do mundo possui 4 tipos de transporte. O bart, que é tipo o metrô deles, o MUNI, que é um ônibus em trilhos mas que também anda debaixo do solo, os bondes que são tradicionais e os ônibus circulares. Recomendo fazer tudo utilizando o transporte público, pois em San Francisco estacionar um carro é praticamente impossível.

bart

O mais rápido deles é o bart, que também possui tarifas mais altas. Se você andar pela Market St., principal rua da cidade, verá inúmeras estações distribuídas. É através dele que você consegue chegar em Oakland (atravessando a bay área por baixo do mar), chegando também em Berkeley e o aeroporto, além de outros pontos estratégicos. É o melhor meio de se locomover na cidade, porém também é fácil se confundir.

mapa do bart em San Francisco
mapa do bart em San Francisco

MUNI

Enquanto estive por lá, por quase 2 meses, o bart entrou em greve 2 vezes. Tive que me virar com o MUNI, que é bem mais lento, para em várias estações e as vezes demora bastante pra chegar. Também é confuso em um primeiro momento, e os vagões e destinos são classificados pelas cores dos trajetos. Para ir de casa até a escola e voltar, eu sempre pegava a linha azul claro (K – a mais demorada) que ia de BALBOA PARK até a POWELL, principal estação da cidade pois fica no centro e perto das lojas famosas. É preciso prestar atenção também no sentido que o MUNI percorre. Inbound é quando está sentido CENTRO, e Outbound é sentido BAIRRO.

mapa do Muni
mapa do Muni

Cable Car

Vou te falar que os bondes lá não possuem uma ampla área de cobertura e andam em linha reta pela cidade em direções diferentes. Mas são ótimos pela experiência e se você tiver muitas subidas (o que não é difícil em SF) pelo seu trajeto. São 3 linhas que fazem as rotas. As filas de espera costumam ser grandes.

  • POWELL/HYDE STREET – maior trajeto do bondinho. Sai da estação central (powell) e vai até a Hyde Street, que fica no píer. Através desta linha você consegue chegar em alguns pontos turísticos: Lombard Street (a rua mais sinuosa do mundo), Fisherman’s Warf (no píer), Chinatown. É possível chegar no Cable Car Museum, que fica entre a Washington e a Mason St.
  • POWELL/MASON STREET – Também sai da powell, corta Chinatown e vai até a Taylor St. E Bay St. Também é possível chegar no Cable Car Museum, que fica entre a Washington e a Mason St.
  • CALIFORNIA ST – Uma reta só. Ele percorre a California St. Inteira indo até o Ferry Building. Ideal para se chegar em Embarcadero.

Ônibus circulares

Eu particularmente acho bem complicado andar de ônibus por lá. Eles dão muitas voltas e não consegui me localizar direito todas as vezes que andei neles. Mas vale a pena pegar da Market e ver os itinerários tanto no google quanto no próprio ônibus.

Valores

Por ficar muito tempo na cidade, acabei comprando o CLIPPER e colocando uma cota alta, que abrangia bart, muni e ônibus. Porém todos eles vendem tickets separados.
Bart – https://www.bart.gov/tickets
MUNI – https://www.sfmta.com/getting-around/transit/fares-passes
Cable Car – http://pt.wikihow.com/Comprar-um-Bilhete-para-o-Bonde-de-S%C3%A3o-Francisco

Mapa Turístico

Para encerrar, gosto muito deste mapa onde mostra as ruas, as rotas e os pontos turísticos, de forma ilustrada. Espero que ajude vocês quando estiverem passeando por San Francisco 😉



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Férias na Disney – Parte 1

Disney

Falar de Disney nunca é o suficiente, e nunca será completo. A empresa Disney vive em constante mudança, portanto saiba que se você esteve nos parques ou de Orlando ou da Califórnia em um ano, no ano seguinte muita coisa terá mudado.

Estive na Disney em 2012, com 20 anos. Primeiro é importante lembrar que não existe uma idade pra ir. Ninguém nunca estará velho demais para conhecer esse lugar. Ele é universal. Toda vez que lembro, parece que foi ontem, as lembranças ainda estão muito vivas na minha cabeça. Talvez pela representação simbólica que a viagem tem, talvez por ter sido minha primeira viagem internacional. Enfim, difícil esquecer essa viagem.

Viajei com um grupo de 50 pessoas, por uma empresa chamada La Fuente Turismo. Vou detalhar os serviços deles em outro post, porém em resumo tudo que posso dizer é: recomendo fortemente. São extremamente profissionais e responsáveis com cada pessoa que levam pra esse lugar mágico, não importa a idade.

Fomos a todos os parques, com exceção dos aquáticos. A viagem teve duração de 15 dias, o que achei perfeito para tudo que estava incluso na programação. Nesta série de posts sobre os parques, darei dicas e sugestões. Eu penso que 15 dias são suficientes, mas se você tiver menos tempo, você pode consultar um exemplo de itinerário de 1 semana. Ficamos hospedados dentro do complexo Disney (Disney’s All-Star Movies Resort). Lá os valores são bem mais altos no quesito acomodação, porém você paga para estar inserido 100% do tempo no modo Disney de viver. Mas não perde nada se ficar em algum outro hotel da International Drive, a principal rua de Orlando, na verdade você economiza dinheiro. Mas enfim, o hotel é um show a parte, e logo vou escrever só sobre ele!

Os parques, incluindo os da Universal, tem tamanhos diferentes, portanto alguns precisam de mais de 1 dia para serem explorados. O primeiro parque que fomos foi o Hollywood Studios (antigo MGM). Considero ele bem pequeno (para quem já foi ao Hopi Hari, é menor do que ele) e dá tranquilamente para ser visto por inteiro em um dia. Atrações favoritas: Hollywood Tower e Aerosmith Roller Coaster.

Os parques da Universal são bem grandes, por isso são divididos em 2 (Universal e Island of Adventure – onde está o do Harry Potter). Para esses parques, colocaria tranquilamente 3 dias. Por que? A parte do Harry Potter é muito cheia, e muitas pessoas tiram um dia só pra ver essa área do parque. Além disso, são muitos brinquedos e muitas filas, portanto pra aproveitar de forma completa e tranquila, recomendo 3 dias.

Animal Kingdom pra mim foi o parque menos legal (não digo chato porque nada na Disney é chato, sério). Recomendo então 1 dia para este parque. Atrações favoritas do Animal Kingdom: Musical do Rei Leão, Expedition Everest. Já o Busch Gardens, quando eu fui, choveu demais, portanto não consegui explorar o parque por inteiro nem ter a dimensão do quanto seria necessário pra aproveitar. Porém também recomendaria 1 dia. Atrações favoritas: Montanha russa da Cheetah.

Pra dar uma quebrada na rotina de parques, também indico que visitem Downtown Disney. Este lugar nada mais é do que uma junção de lojas que vendem os produtos licenciados da marca, porém fora dos parques. Você também encontra por lá a loja do LEGO, entre outras marcas super divertidas e que valem a visita e talvez a compra.

Logo em seguida, temos o EPCOT. Este é o parque projetado inicialmente para ser uma réplica do futuro. O EPCOT representa algumas nações, portanto o parque é dividido por áreas e países. Para este, recomendo 2 dias. É bem grande, e eu infelizmente não consegui ver tudo. Fora que também tem uma queima de fogos incrível a noite, antes do parque fechar. Fiquem até o final para assistir o espetáculo IllumiNations: Reflections of Earth, é lindo demais! Atrações preferidas: Soarin’, The Seas with Nemo &Friends e Mission Space.

Importante frisar que na época do verão americano (MAI-JUL) chove bastante em Orlando, apesar do calor. Se a chuva for muito intensa, os parques cancelam atrações e fecham determinados brinquedos ou o parque como um todo. Um exemplo disso é que não conseguimos assistir ao espetáculo Fantasmic, no Hollywood Studios 🙁 e fomos embora cedo do Busch Gardens por conta da chuva e da queda de árvores no caminho.

Recomendo a divisão por dias de cada parque, pois quando você faz a compra do seu ingresso de forma individual ou até mesmo com empresas, eles são vendidos por combos, com diversas datas de validade e limite de parques por dia. Portanto, esse cronograma deve estar bem claro quando forem comprar as entradas.

Acredito que o parque mais amado e aguardado por todos é o Magic Kingdom. Ele é um parque relativamente pequeno e até um pouco infantil (mas quem liga, não é mesmo? :P), dividido em 6 áreas: Main Street USA, Adventureland, Frontierland, Liberty Square, Fantasyland e Tomorrowland. Porém ao longo do dia acontecem várias paradas com os personagens, além de shows pelo parque. Algumas atrações são obrigatórias para quem vai neste parque. Splash Moutain é uma delas. Quando fomos, era exatamente o dia 4 de julho, então o parque estava todo enfeitado com as cores da bandeira dos Estados Unidos. E também tem a queima de fogos de noite, com o espetáculo que envolve o castelo e toda a magia Disney. É bom tirar um dia inteiro só pra esse parque.

Sea World também é possível ver em 1 dia. Não curto mais este parque e lembro que no dia algo tinha acontecido que não curti o passeio. Porém tem a apresentação da Shamu. Hoje, sou completamente contra este tipo de espetáculo e sinceramente recomendaria que todos refletissem sobre o financiamento deste tipo de tratamento aos animais. Para saber mais, vale a pena conferir a página do Blackfish.

Para a alimentação, a Disney tem de tudo. É um ambiente preparado para todos os gostos, todas as pessoas e suas condições. O que mais me chamou a atenção é que tudo tem uma incrível acessibilidade por lá, e é possível notar facilmente pessoas com suas cadeiras de roda e até idosos perambulando pelos parques. A Disney é de todos e feita para todos. <3

Este assunto rende muuuitos outros posts, porém espero que tenha sido uma boa explicação para uma primeira abordagem 🙂 No próximo vou contar dicas e um pouco sobre o hotel que ficamos. E você, já esteve na Disney?



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