Cuba – Havana, Varadero e praias – Parte 2

Havana

Texto e fotos por: Juliane Faria

Havana

Fiquei hospedada no bairro de Miramar (que na verdade pertence ao município de Playa), bem residencial e praticamente sem atrações turísticas por perto. Os principais ponto turísticos ficam no centro e Habana Vieja e por isso, cada vez que queria conhecer Havana tinha que me deslocar até o centro. Por isso acredito que seja mais vantajoso para quem está a passeio se hospedar em um destes locais pois mesmo que a diária seja um pouco mais cara, você poderá fazer muitas coisas a pé e economizará um bom dinheiro.

Como se locomover em Havana

  • Táxi: são mais caros e é preciso negociar muito antes de entrar no carro. Os taxímetros não são utilizados e os motoristas sempre querem cobrar bem acima do preço. Eu normalmente pagava 10CUC de Miramar a Habana Vieja, mas os motoristas sempre tentavam me cobrar 15CUC quando eu perguntava e, negociando muito, cheguei a pagar 8CUC. Os taxis amarelos e que tem o prefixo 555 têm uma frota mais nova e também uma taxa mais alta que os demais. Qualquer carro identificado com a plaquinha de Taxi pode ser utilizado sem medo;
  • Colectivos: carros daqueles antigos que vemos normalmente nas fotos de Cuba, são táxis compartilhados e fazem sempre o mesmo caminho pelas avenidas e ruas principais, cobram 20CUP ou 1CUC a viagem;
  • Omnibus ou guaguas colectivas: microônibus amarelos de linha que cobram 5CUP a viagem;
  • Ônibus turístico (hop-on/hop-off): tem um trajeto específico passando pelos principais pontos da cidade e a passagem para um dia custa 10CUC. Para quem está sozinho pode ser uma boa alternativa ao taxi e pode sair mais barato, mas você pode perder um bom tempo no ponto esperando que um deles passe;
  • Carros conversíveis antigos: é muito comum que no centro você veja inúmeros destes carros enfileirados. São carros particulares e sempre muito bem cuidados, seus donos oferecem normalmente city tours mas também podem servir como taxi (mas um pouco mais caros);
  • Coco taxis: esse “carrinho” é sempre visto no centro e pode funcionar bem como um taxi para até três pessoas, mas sempre negocie o preço!
Havana
Coco taxi, carros antigos e taxis no centro de Havana.

 

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Estas “bicicletas” também são utilizadas como taxi, mas cabem apenas duas pessoas e ideais apenas para curtas distâncias.

 

Habana Vieja

Na minha opinião, este é o bairro mais charmoso de Havana e onde eu me hospedaria numa próxima visita. Tem uma incrível arquitetura, é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade e está sendo completamente revitalizado.

Plaza de la Catedral: é um dos símbolos da cidade e foi construída originalmente para oferecer água aos navios ancorados no porto. Aqui é possível visitar a Catedral de San Cristóbal, o Museo de Arte Colonial (Entrada de 3CUC – possui uma exposição de móveis coloniais), Palácio de los Marqueses de Aguas Claras (o edifício do século XVIII hoje possui um restaurante em seu pátio) e bem próximo a praça está a famosa Bodeguita del Medio (ficou conhecida pois era muito frequentada pelo escritor americano Ernest Hemingway).

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Catedral de San Cristóbal

Plaza de Armas: uma linda praça rodeada de edifícios, entre eles o Palacio de los Capitanes Generales (uma obra arquitetônica maravilhosa com um pátio arborizado e que abriga o Museo de la Ciudad – entrada 3CUC), Castillo de la Real Fuerza (um castelo como os de filmes com direito a um poço ao seu redor, possui uma exposição de armas, armaduras e réplicas de navios) e o Palacio del Segundo Cabo (é uma antiga residência mas que também possui uma arquitetura linda – a entrada é gratuita). Próxima à Plaza de Armas também encontramos a Calle Obispo onde é possível encontrar inúmeras lojas de souveniers, farmácias antigas que funcionam como um museu – há também uma pequena feira de artesanatos. Saindo da Plaza de Armas, seguindo em frente até o fim da calle Obispo, encontramos o famoso restaurante La Floridita.

Havana
Plaza de Armas
Havana
Palacio del Segundo Cabo

Museo del Ron: uma boa opção pra quem aprecia essa bebida cubana ou os drinks feitos com ela. A entrada custa 5CUC e inclui um guia que acompanha um grupo com explicações em inglês ou espanhol. Lá você vai ouvir sobre o início da colonização em Cuba e consequentemente da plantação de cana de açúcar, da fabricação da bebida daquele tempo aos dias de hoje e quais são os diferentes tipos de rum – inclui também uma degustação e uma loja onde podemos encontrar garrafas de 3,75 a 1700CUC. A tour todo dura em torno de 30 minutos.

Almacenes San José: é um mercado de artesanato dentro de um galpão, próximo ao porto onde atracam os navios de cruzeiro. Lá se encontra todos os tipos de souvenir. Achei os preços um pouco mais caros que na Calle Obispo e, como em outras lojas, sempre negocie antes de comprar!

Havana
Almacenes

Centro de Havana

Este bairro esta ao lado de Habana Vieja e também possui muitos pontos interessantes. Os prédios antigos revitalizados juntos com os carros nas ruas dão a sensação de se ter voltado no tempo.

Havana
Centro de Havana

Capitólio: é uma cópia do Capitólio americano e está em reforma (prevista para acabar em 2019) para voltar a ser a sede do governo.

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Capitólio

Gran Teatro de La Habana: é uma das maiores casas de ópera do mundo e possui uma arquitetura lindíssima.

Barrio Chino: o bairro chinês de Havana fica bem próximo a Capitólio e tem um portão de entrada doado pelo governo chinês e é bem característico.

Museo de la Revolución: o museu possui fotos, documentos e objetos sobre a revolução cubana.

Museo Nacional de Bellas Artes: o museu possui um acervo de arte cubana e internacional. Não é permitido tirar fotografias das obras.

Paseo del Prado: uma área muito arborizada, com elegantes luminárias de ferro, bancos de mármore e oito leões de bronze. É comum ver grupos de adolescentes e crianças andando de bicicleta, patins e skate.

Havana
Paseo Del Prado

 



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GRÉCIA: A melhor refeição da viagem

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Para quem não sabe, a Catarina Fernandes esteve no Livre Embarque contando sobre suas experiências gastronômicas pela cidade. No início do ano, ela e o marido foram viajar de lua de mel para a Grécia, e agora o relato é internacional! Acompanhem abaixo a melhor refeição da viagem do casal:

Texto e fotos por: Catarina Fernandes

Em meio a menus degustações e restaurantes famosos – ossos do ofício para quem trabalha e vive de comida 😂 – fomos parar em um restaurante em Atenas ZERO turístico. Não havia ninguém ali que não fosse grego. Famílias e grupos de amigos conversavam em voz altíssima (sempre parece que eles estão brigando). Eu não tenho a mínima ideia de qual o nome desse lugar nem sei o nome de nenhum prato que comi.

Entramos meio com medo, não tinha nada escrito em inglês. Cardápio? Só em grego! Começamos a olhar a nossa volta e eu só dava risada. Sorria porque em viagens o sorriso é a porta de entrada para atendimento por mímica. Uma garçonete fofíssima maravilhosa percebeu que o casalzinho estava completamente perdido e de alguma maneira perguntou em grego de onde éramos. Falamos “brasileiros” e pronto!!! A senhorinha maravilhosa era espanhola 🙏🙏🙏 ufa! Que alívio!

Vinho da casa e carta branca branca para a Maria trazer tudo que ela quisesse 😍 A Grécia é um banquete para os entusiastas da boa mesa! Vinhos, pães, azeites, queijo feta, azeitonas, alcaparras, iogurte. IOGURTE… depois dessa não consigo mais comer iogurte aqui. Deveria ser crime chamar vigor de iogurte grego 😂 Quero voltar!

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O restaurante faz seus próprios embutidos

 

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Não sei o nome do prato, mas estava um escândalo de bom. O pão veio bem quentinho.

 

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Salada de batatas

 

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Sobremesas:
Da esquerda – Ops, esqueci de tirar a foto antes de experimentar!! É um creme de iogurte (sempre ele) com um doce de cenoura em cima. Surpreendentemente delicioso! O da direita chama Baklava. Típico grego: doce de nozes com massa filo e mel 😍😍😍

Para quem quiser fazer uma paradinha por lá e comer, o restaurante TA KARAMANLIDIKA fica em Atenas: karamanlidika.gr/



Booking.com

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Cuba – Havana, Varadero e praias

Cuba

Texto e fotos por: Juliane Faria

Há muito tempo eu vinha “lutando” pra aprender espanhol mas sempre acabava desistindo por algum motivo. A vontade de aprender não era apenas para ter um idioma fluente no currículo, mas também porque amo viajar e acabava usando o portunhol. Por gostar tanto de viajar, qualquer desculpa é o suficiente para sair por aí, e com o espanhol não foi diferente. Por que não ir passar umas semanas em outro país para estudar? Foi assim que defini as férias de 2017.

Escolhi Cuba por vários motivos, primeiro porque queria um lugar onde não encontraria tantos brasileiros, o que definitivamente aconteceria se tivesse escolhido Argentina ou Espanha, por exemplo, segundo porque ouvimos falar muito de Cuba sendo que cada um tem uma visão e opinião, mas eu queria ir e tirar minhas próprias conclusões sobre aquele lugar. E, claro, já era um destino que estava na minha lista.

Querer aprender outra língua me fez querer ir sozinha, assim teria uma chance maior de aprender e treinar o idioma. Já havia viajado sozinha para Europa há alguns anos atrás, mas desta vez achei que deveria me preparar mais pois mulheres viajando sozinhas pela Europa é muito comum, mas e para Cuba? Nas primeiras pesquisas já percebi que o país tinha uma ótima reputação em relação a segurança, claro que temos que ser cautelosos como quando viajamos a qualquer lugar do mundo, mas saber que era considerado um país seguro já me deixou bem tranquila. Chegando lá percebi que haviam muitas mulheres viajando sozinhas e achei incrível! Não só por saber que eu não era a única, mas porque isso é um grande incentivo para que outras muitas façam o mesmo.

Como eu ficaria 4 semanas em Havana e teria tempo, não fiz um roteiro, achei melhor ir conhecendo as coisas aos poucos e nos finais de semana viajaria para outras cidades. Pesquisei sobre os locais que queria visitar mas deixei para planejar tudo uma vez que estivesse por lá, até porque quando se viaja sozinho existe uma chance enorme de conhecer gente que está na mesma vibe que você, que também está viajando sozinho e assim é possível fazer passeios juntos.

INFORMAÇÕES ÚTEIS

  • Visto: Para entrar em Cuba é preciso de visto, mas não existe a menor burocracia para consegui-lo. Pra quem mora em São Paulo, pode ir direto ao consulado de Cuba e o visto – que não passa de uma papel que você preenche com seus dados e não é colado no passaporte como o americano – você pega na hora e custa em torno de 45 reais. Para quem não mora em São Paulo ou, como eu, quer evitar “perder tempo” indo até o consulado, é possível comprar o visto no balcão de check-in de algumas companhias aéreas. No meu caso, eu viajei com a Copa Airlines e me informei antes da viagem para garantir que eu poderia comprar o visto diretamente com eles. No aeroporto de Guarulhos os vistos tinham acabado e me disseram que eu poderia comprar no Panamá. Chegando no portão de embarque pude comprá-lo por US$20. O visto permite que você fique na ilha por 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30; 
  • Vacina da febre amarela: é solicitado o certificado internacional de vacinação e diferente de países como Panamá e República Dominicana, por exemplo, a apresentação para um agente sanitário é obrigatória no aeroporto de Cuba. A vacina é aplicada gratuitamente em alguns postos de saúde e o certificado internacional pode ser feito nos próprios aeroportos. É importante lembrar que é preciso tomá-la com pelo menos 10 dias de antecedência à viagem; 
  • Entrada no país: Como o turismo representa uma grande parte da economia cubana, barrar turistas é algo difícil de acontecer. Não achei ninguém relatando isso na internet, mas ouvi um conhecido contando que viu um americano que teve problemas para entrar. Como a relação Brasil-Cuba é boa, não há com que se preocupar na imigração; 
  • Moeda: o país possui dois tipos de moeda, peso convertible (CUC) utilizado principalmente pelos turistas (possui valor próximo ao do euro) e o peso cubano (CUP) ou moneda nacional (MN) utilizado principalmente pelos cubanos e vale aproximadamente 25 menos quando comparado ao CUC, ou seja, 1 CUC = 25 CUP. Hoje em dia quase todos os estabelecimentos aceitam as duas moedas e isso normalmente é bem sinalizado na entrada ou próximo aos caixas. Li em muitos lugares que turistas não conseguem utilizar CUP mas não tive problemas, caso você queira, pode ir a qualquer CADECA (casas de cambio cubanas) e trocar uma pequena parte do seu dinheiro. Vale a pena? Se você está em uma viagem super econômica pode valer a pena sim. Restaurantes ou locais frequentados na sua maioria por Cubanos são muito mais baratos e se você tiver CUPs poderá sair ainda mais barato. Um exemplo é um local próximo à escola onde eu estava, em Miramar, que vendia sandwiches de presunto por cerca de 10-25CUP mas que cobrava 1CUC de quem só tinha essa moeda. Pode parecer uma economia boba, mas no fim das contas pode fazer diferença já que as conversões nas lojas sempre saem mais caras do que quando feitas nas CADECAS.

Fique sempre atento ao pagar alguma coisa pois podem tentar te confundir com as duas moedas;

As notas de pesos cubanos possuem imagens dos heróis nacionais.

 

Os pesos convertibles possuem imagens de monumentos.
  • Cartões de crédito: eu não usei cartão nenhuma vez mas é possível utilizar Visa e Master em alguns lugares. Caixas eletrônicos para saque também são facilmente encontrados;
  • Câmbio: Não é possível comprar a moeda cubana no Brasil e nem trocar reais em Cuba. O ideal é levar euro ou dólar canadense já que possuem uma cotação melhor para troca. O dólar americano também pode ser trocado, porém além de não ter uma cotação tão boa nas CADECAS ainda existe a taxação de 10% em cima do valor da compra, ou seja, mesmo com a diferença do câmbio entre o euro e o dólar ainda assim é mais vantajoso levar o euro;

DICAS PARA QUEM PLANEJA IR À CUBA

  • Hospedagem: nas minhas pesquisas na internet através de sites comuns de pesquisa como Booking não consegui encontrar hostels ou casas no estilo Airbnb, mas garanto que existem! Se você for do tipo aventureiro pode arriscar chegar lá para buscar estes locais como fizeram algumas pessoas que conheci. Como eu sou do tipo planeja-tudo, pesquisei as duas opções mais comuns por lá: casas particulares e hotéis. As casas particulares são muito interessantes para conhecer um pouco mais de perto sobre o dia-a-dia das pessoas. Você fica em um quarto vivendo junto com uma família. Estas famílias possuem uma autorização para isso pois hospedar estrangeiros sem autorização do governo não é permitido em Cuba, mesmo que seja alguém da sua família, e acredito que assim se torna mais confiável e seguro. As casas particulares podem ser facilmente encontradas neste site http://www.casaparticularcuba.org/ . Os preços podem variar de acordo com a cidade e região, mas uma diária fica em torno de 25-40CUC sem café da manhã. No meu caso, optei por essa opção e não me arrependi. Como a casa onde fiquei é definida pela própria escola de idiomas, os donos só recebem estudantes e fica mais próxima à escola do que ao centro de Havana.

 

Os hoteis são encontrados aos montes nas principais cidades turísticas e também possuem uma variação grande de preço – em cidades como Varadero é muito comum quilômetros de resorts all-inclusive a beira-mar, como em outros lugares do Caribe como Cancún e Punta Cana.

  • Transporte: se locomover entre as cidades que você pretende visitar pode ser feito de diversas maneiras. As estradas têm boas condições e algumas podem cobrar pedágio.
    Se você prefere ter mais autonomia e liberdade a melhor opção é alugar um carro que variam de acordo com o modelo mas que podem ser alugados facilmente pois existem muitas locadoras por toda cidade, inclusive dentro dos hotéis. Se você não prentende se aventurar sozinho nas estradas cubanas também pode utilizar um taxi dependendo da distancia, claro que a viagem fica mais cara, mas se você estiver em grupo pode valer mais a pena quando comparando a ônibus turisticos.

A empresa Via Azul (http://www.viazul.com/) tem uma rodoviária em Havana e viaja a inúmeros destinos em Cuba. Os ônibus são confortáveis, com ar condicionado (leve alguma coisa para se cobrir, como uma toalha, pois o ar fica muito gelado!) e bancos reclináveis. Sempre há paradas para comer ou utilizar o banheiro. É preciso chegar na rodoviária com meia hora de antecedencia mesmo que a passagem já esteja comprada. A passagem de Havana a Varadeiro, por exemplo, sai por 26CUC ida e volta. Mas é preciso levar em conta o valor do taxi até a rodoviária que não fica próxima ao centro – de Miramar até lá cobram cerca de 8-10CUC.

Outra boa opção é contratar um transfer com alguma agência de turismo (Cubatur ou Gaviota, por exemplo) que estão dentro da maioria dos hotéis e, mesmo que você não seja hóspede, pode fechar pacotes ou transporte com eles – o valor de ida a Varadeiro com a Gaviota sai em torno de 15CUC. O problema do transfer é que o tempo de viagem normalmente é maior pois o ônibus passa em diversos hotéis para pegar os passageiros e depois para deixa-los no destino final. Uma viagem direto de Havana a Varadeiro dura entre 2h e 2h30, com o ônibus da Gaviota fiquei mais de uma hora apenas dentro de Havana enquanto pegavam todos os passageiros, mas resumindo, o ônibus passou no hotel de Hvana às 13h30 e cheguei a Varadero um pouco antes das 18h.

*Os banheiros dos locais de parada normalmente não têm papel higiênico ou sabonete, por isso sempre tenha com você. Além disso, alguns destes lugares podem cobrar propina para sua utilização; 

  • Propina: assim como em outros países, em Cuba é comum pedirem propina (gorjeta) em diversos lugares e por diferentes serviços. Na maior parte dos restaurantes a propina não está incluída, mas fique atento pois alguns já incluem 10% do serviço assim como no Brasil; 
  • Alimentação: a comida em cuba é deliciosa e muito parecida com a brasileira, arroz e feijão preto sempre estão presentes, assim como as carnes de porco e frango. A grande parte dos restaurantes também serve massas e frutos do mar (que são muito baratos quando comparados aos preços de São Paulo, por exemplo). Existem restaurantes para todos os bolsos e a sugestão é a mesma para qualquer lugar do mundo: quanto mais perto das principais atrações turísticas, mais caros. A dica é se afastar de locais com muitos turistas ou perguntar a algum cubano por uma sugestão barata e bem local. Pra quem quer visitar um restaurante com boa comida local e com preço justo recomento Los Nardos, localizado bem em frente ao Capitolio, em Havana. Ele possui três andares e cada um deles com um estilo, sendo que o do ultimo andar é o mais barato e o que normalmente cubanos frequentam. Os pratos tem um preço super justo e a maioria é grande o suficiente para ser dividido entre duas pessoas – se quer evitar filas enormes chegue antes das 19h;
Prato em Los Nardos – não deixe de pedir uma jarra de sangria da casa

 

O arroz moro é um prato típico cubano: arroz branco com feijão preto.
  • Serviço de celular e internet: se eu estivesse em Cuba por pouco tempo, talvez nem sentisse tanto a falta da internet. Mas fiquei por um mês e por estar sozinha não queria passar muito tempo sem me comunicar com a minha família para que ficassem tranquilos. Em todos os lugares que eu li antes de viajar só diziam o quanto a internet era cara e não funcionava bem, então para me garantir habilitei o meu celular para uso no exterior com a minha operadora. Os preços são extremamente altos para utilização em Cuba! Enviar um SMS, por exemplo, custa US$ 0,60 pela minha operadora, o minuto da ligação realizada US$ 5,99 e se quisesse habilitar o pacote de dados móveis (que não sei se funciona por lá) me custaria R$79,90 por dia!! Por isso, combinei com meu marido que enviaria SMS para avisar que estava tudo bem de vez em quando caso não fosse possível conectar à internet. O sinal era sempre bom e conseguimos nos falar por SMS diversas vezes.

Em Cuba as redes de wi-fi são disponibilizadas pela empresa ETECSA em diversos pontos das cidades e inclusive nas próprias lojas da empresa e dentro dos hotéis – se você encontrar um lugar na rua onde várias pessoas estão no celular, pode procurar porque ali tem um sinal de wi-fi! Para se conectar você precisa comprar uma tarjeta de internet que possui um usuário e senha para que você se conecte à rede. Um cartão vale por uma hora e custa 1,50CUC quando vendidas diretamente nas lojas (e em alguns hotéis) e o seu passaporte será possívelmente solicitado no momento da compra. Existem pontos de vendas em outros lugares mas podem custar muito mais, cheguei a encontrar cartões por 10CUC em um hotel! Nos pontos de wi-fi na rua também é possível compra-las, mas como são revendidas por cubanos saem mais caro que comprar diretos nas lojas da ETECSA. A tarjeta da imagem abaixo pode ser utilizada em qualquer rede de wi-fi do país.

O sinal não é dos melhores, pode desconectar muitas vezes, mas se você não está utilizando para trabalhar não acredito que será um problema.

 

  • Produtos de higiene pessoal: outro ponto que me preocupou um pouco enquanto fazia meu planejamento pois pessoas que visitaram Cuba diziam que esses produtos eram escassos e que era comum ver pessoas nas ruas pedindo esses produtos aos turistas. Levei tudo que ia precisar com medo (até papel higiênico!) e no fim das contas não precisava ter me preocupado tanto assim. Em mercados e farmácias é possível encontrar xampú, condicionador, hidratantes, protetor solar, pasta de dentes, etc. Claro que é melhor levar o seu, mas numa emergência é possível encontra-los com facilidade. O papel higiênico e toalha de papel costumam ser escassos nos banheiros, inclusive de alguns hotéis, por isso sempre levava um pouco comigo.
  • Melhor época para visitar Cuba: é possível aproveitar o tempo quente o ano todo, porém é bom se atentar à época de chuvas que vai de maio a outubro e pode atrapalhar um pouco sua viagem. No meu caso, peguei o fim de maio e começo de junho e as duas últimas semanas foram bem chuvosas. As chuvas normalmente são fortes e no fim da tarde, mas peguei dias inteiros de chuva que atrapalharam bastante os planos para lugares abertos. Entre junho e novembro é a temporada de furacões no Caribe. Ok, a chance de haver um furacão bem no período que você estiver lá é bem pequena, mas existe e deve ser levada em consideração.
  • Instrumentos musicais: Cuba é um país extremamente musical. Onde você for, vai encontrar nas ruas, praças e restaurantes, grupos tocando música tipica do pais. Os principais instrumentos musicais de Cuba são de percurssão, e você consegue comprar facilmente no Almacenes San José ou em qualquer loja de souvenir e artesanato. Meu marido havia me pedido para trazer um instrumento de corda chamado Tres Cubano, uma espécie de violão com três cordas duplas, lembrando um pouco a viola daqui. Encontrei no Almacenes San José por 300CUC e achamos muito caro. Enquanto eu viajava, meu marido pesquisou onde poderia encontrar por mais barato e encontrou Los Hermanos Burton, que são luthiers (pessoas que fazem os instrumentos) e cobravam 160CUC. O problema é que demora em média 15 dias para ser feito e eu estava no meus últimos dias em Cuba. Os Los Hermanos Burton fica Calle Crespo, 157 – Centro de Havana.
  • Não deixe de conversar com as pessoas! Os cubanos são muito receptivos e adoram brasileiros, estão sempre falando sobre as novelas e política do nosso país. Aproveite para conhecer um pouco mais dessa cultura e deste país lindo, peça dicas de locais para comer e o que visitar;

Acompanhe o relato no próximo post: Havana, praias e Varadero!

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