Férias na Disney – Parte 1

Falar de Disney nunca é o suficiente, e nunca será completo. A empresa Disney vive em constante mudança, portanto saiba que se você esteve nos parques ou de Orlando ou da Califórnia em um ano, no ano seguinte muita coisa terá mudado.

Estive na Disney em 2012, com 20 anos. Primeiro é importante lembrar que não existe uma idade pra ir. Ninguém nunca estará velho demais para conhecer esse lugar. Ele é universal. Toda vez que lembro, parece que foi ontem, as lembranças ainda estão muito vivas na minha cabeça. Talvez pela representação simbólica que a viagem tem, talvez por ter sido minha primeira viagem internacional. Enfim, difícil esquecer essa viagem.

Viajei com um grupo de 50 pessoas, por uma empresa chamada La Fuente Turismo. Vou detalhar os serviços deles em outro post, porém em resumo tudo que posso dizer é: recomendo fortemente. São extremamente profissionais e responsáveis com cada pessoa que levam pra esse lugar mágico, não importa a idade.

Fomos a todos os parques, com exceção dos aquáticos. A viagem teve duração de 15 dias, o que achei perfeito para tudo que estava incluso na programação. Nesta série de posts sobre os parques, darei dicas e sugestões. Eu penso que 15 dias são suficientes, mas se você tiver menos tempo, você pode consultar um exemplo de itinerário de 1 semana. Ficamos hospedados dentro do complexo Disney (Disney’s All-Star Movies Resort). Lá os valores são bem mais altos no quesito acomodação, porém você paga para estar inserido 100% do tempo no modo Disney de viver. Mas não perde nada se ficar em algum outro hotel da International Drive, a principal rua de Orlando, na verdade você economiza dinheiro. Mas enfim, o hotel é um show a parte, e logo vou escrever só sobre ele!

Os parques, incluindo os da Universal, tem tamanhos diferentes, portanto alguns precisam de mais de 1 dia para serem explorados. O primeiro parque que fomos foi o Hollywood Studios (antigo MGM). Considero ele bem pequeno (para quem já foi ao Hopi Hari, é menor do que ele) e dá tranquilamente para ser visto por inteiro em um dia. Atrações favoritas: Hollywood Tower e Aerosmith Roller Coaster.

Os parques da Universal são bem grandes, por isso são divididos em 2 (Universal e Island of Adventure – onde está o do Harry Potter). Para esses parques, colocaria tranquilamente 3 dias. Por que? A parte do Harry Potter é muito cheia, e muitas pessoas tiram um dia só pra ver essa área do parque. Além disso, são muitos brinquedos e muitas filas, portanto pra aproveitar de forma completa e tranquila, recomendo 3 dias.

Animal Kingdom pra mim foi o parque menos legal (não digo chato porque nada na Disney é chato, sério). Recomendo então 1 dia para este parque. Atrações favoritas do Animal Kingdom: Musical do Rei Leão, Expedition Everest. Já o Busch Gardens, quando eu fui, choveu demais, portanto não consegui explorar o parque por inteiro nem ter a dimensão do quanto seria necessário pra aproveitar. Porém também recomendaria 1 dia. Atrações favoritas: Montanha russa da Cheetah.


Pra dar uma quebrada na rotina de parques, também indico que visitem Downtown Disney. Este lugar nada mais é do que uma junção de lojas que vendem os produtos licenciados da marca, porém fora dos parques. Você também encontra por lá a loja do LEGO, entre outras marcas super divertidas e que valem a visita e talvez a compra.

Logo em seguida, temos o EPCOT. Este é o parque projetado inicialmente para ser uma réplica do futuro. O EPCOT representa algumas nações, portanto o parque é dividido por áreas e países. Para este, recomendo 2 dias. É bem grande, e eu infelizmente não consegui ver tudo. Fora que também tem uma queima de fogos incrível a noite, antes do parque fechar. Fiquem até o final para assistir o espetáculo IllumiNations: Reflections of Earth, é lindo demais! Atrações preferidas: Soarin’, The Seas with Nemo &Friends e Mission Space.

Importante frisar que na época do verão americano (MAI-JUL) chove bastante em Orlando, apesar do calor. Se a chuva for muito intensa, os parques cancelam atrações e fecham determinados brinquedos ou o parque como um todo. Um exemplo disso é que não conseguimos assistir ao espetáculo Fantasmic, no Hollywood Studios 🙁 e fomos embora cedo do Busch Gardens por conta da chuva e da queda de árvores no caminho.

Recomendo a divisão por dias de cada parque, pois quando você faz a compra do seu ingresso de forma individual ou até mesmo com empresas, eles são vendidos por combos, com diversas datas de validade e limite de parques por dia. Portanto, esse cronograma deve estar bem claro quando forem comprar as entradas.

Acredito que o parque mais amado e aguardado por todos é o Magic Kingdom. Ele é um parque relativamente pequeno e até um pouco infantil (mas quem liga, não é mesmo? :P), dividido em 6 áreas: Main Street USA, Adventureland, Frontierland, Liberty Square, Fantasyland e Tomorrowland. Porém ao longo do dia acontecem várias paradas com os personagens, além de shows pelo parque. Algumas atrações são obrigatórias para quem vai neste parque. Splash Moutain é uma delas. Quando fomos, era exatamente o dia 4 de julho, então o parque estava todo enfeitado com as cores da bandeira dos Estados Unidos. E também tem a queima de fogos de noite, com o espetáculo que envolve o castelo e toda a magia Disney. É bom tirar um dia inteiro só pra esse parque.

Sea World também é possível ver em 1 dia. Não curto mais este parque e lembro que no dia algo tinha acontecido que não curti o passeio. Porém tem a apresentação da Shamu. Hoje, sou completamente contra este tipo de espetáculo e sinceramente recomendaria que todos refletissem sobre o financiamento deste tipo de tratamento aos animais. Para saber mais, vale a pena conferir a página do Blackfish.

Para a alimentação, a Disney tem de tudo. É um ambiente preparado para todos os gostos, todas as pessoas e suas condições. O que mais me chamou a atenção é que tudo tem uma incrível acessibilidade por lá, e é possível notar facilmente pessoas com suas cadeiras de roda e até idosos perambulando pelos parques. A Disney é de todos e feita para todos. <3

Este assunto rende muuuitos outros posts, porém espero que tenha sido uma boa explicação para uma primeira abordagem 🙂 No próximo vou contar dicas e um pouco sobre o hotel que ficamos. E você, já esteve na Disney?

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Les Misérables, o musical de Londres

Uma das atrações imperdíveis de quem viaja para Londres e quer uma experiência de entretenimento inesquecível é escolher um dos muitos musicais e teatros que existem por aqui. Conhecido como West End, ou a Broadway Londrina, os teatros se concentram na área central da cidade e atendem a todos os gostos com preços que variam entre 20 e 80 libras.

Hoje vou falar um pouquinho sobre alguns musicais que assisti por aqui, enfatizando o meu favorito Les Misérables, que é também um dos mais populares daqui. Atenção: Esse post pode conter alto teor de elogios porque não consigo falar sobre musicais sem ficar extremamente empolgada. Tentarei ser objetiva. Pode não dar certo. Hahaha. Sempre fui apaixonada por musicais mas até viajar para Londres em 2012, nunca tinha assistido nenhum musical no palco. Quando saí do país 40 dias depois tinha visto 12 musicais diferentes e repetido dois deles. Entre eles, Mamma Mia, O magico de OZ, Wicked, Chicago, O fantasma da Ópera, Billy Elliot, We will rock you, Rock of Ages, Crazy for you, O Rei Leão e é claro, o musical que marcou minha vida: Les Misérables. Você pode comprar seus ingressos pra assistir inúmeros musicais AGORA clicando aqui.

Os musicais por aqui trocam com frequência. Existem temporadas curtas de apenas meses e longas que duram por anos como Les Misérables que está no palco há 30 anos! Este ano, fui em poucos porque vim para fazer mestrado e o orçamento está curto, mas já consegui assistir In the Heights (Musical do Lin Manuel-Miranda, o mesmo criador de Hamilton) e Les Misérables pela terceira vez. Eu não tenho palavras para descrever meu amor por Les Misérables. A primeira vez que fui não conhecia a história e nenhuma das músicas e foi amor instantâneo. A minha ideia de musical foi exatamente o que Les Misérables me proporcionou: uma história complexa contada totalmente através de músicas com cenários e figurinos fantásticos, personagens inesquecíveis, triste, engraçado, empolgante e emocionante que faz com que você se sinta completamente imerso e quando o show acaba, 3 horas depois, você mal consegue descrever a experiência por que você se sente como se tivesse presenciado algo único. Minhas mãos doíam de tantas palmas que bati.

A história do musical é um pouco complexa, então sugiro que você se defenda muito bem no inglês para poder assistir ao musical, mas fora isso não é necessário saber muito sobre o enredo. Vou contar um pouquinho para quem ficou curioso. O musical que se passa na França, conta a história de Jean Valjean, um homem sentenciado a 5 anos de prisão por roubar pão para alimentar os filhos de sua irmã. Após cumprir sua sentença de 19 anos por diversas tentativas de fuga, Jean Valjean é libertado mas um dos guardas chamado Javert alerta-o de que ele está em prisão condicional e para não esquecer de quem ele é. Valjean foge, muda de nome e vira proprietário de uma fábrica que emprega diversas pessoas incluindo Fantine, mãe solteira que trabalha para enviar dinheiro a sua filha pequena, Cosette, que ela precisou deixar com um casal em outra cidade. Quando é demitida por causa de um desentendimento com outras mulheres da fábrica Fantine se torna prostituta e adoece Valjean a encontra e promete que cuidará de sua filha. No entanto outro homem é preso acusado de ser Valjean e ele confessa quem realmente é para libertar o sujeito que está sendo acusado injustamente. Valjean foge novamente, agora levando consigo a pequena Cosette. Anos se passam e a França está em polvorosa, estudantes clamam por revolução e confiam que o povo irá apoiá-los na luta contra o governo. Marius um dos estudantes se apaixona por Cosette ao vê-la caminhando com seu pai e pessoas do passado de Valjean voltam para atormentá-lo. E o resto vou deixar que vocês descubram por si mesmo.

Depois de assistir o musical pela primeira vez fiquei completamente fascinada. Comprei a trilha sonora, o DVD do show de aniversário. No mesmo ano começaram as gravações da adaptação musical de 2012 que é simplesmente fantástica. Assisti pela segunda vez no palco quando já sabia algumas musicas e quando voltei da viagem li o livro também. A cada reencontro com a história eu ficava ainda mais apaixonada pelo musical e ao assistir pela terceira vez em Maio deste ano, sabendo todas as letras, todas as histórias e relações dos personagens (que não ficam tão claras no musical quanto no livro) achei ainda mais maravilhoso. Foi uma experiência diferente, eu amo praticamente todos os personagens agora, eu prestei mais atenção aos detalhes e aos atores que não são principais. Eu ri nas partes que são as famosas “paradas para aplauso” tão características de musicais. Eu identifiquei todas as mudanças e a maneira como os cantores interpretavam as músicas que há 5 anos fazem parte da trilha sonora da minha vida, eu chorei com Valjean e de novo com a pequena Cosette e eu tive um momento “eu não acredito que estou assistindo meu musical favorito de novo” porque uma das coisas que prometi que faria quando sai daqui em 2012 foi voltar para assistir Les Mis (como o musical é carinhosamente chamado pelos fãs) depois de ter lido o livro.

Eu sorri, mesmo enquanto chorava porque eu estava tão agradecida de estar ali novamente. Minhas músicas favoritas mudaram através dos anos e hoje em dia não posso ouvir “Empty chair at empty tables” sem chorar e dessa vez não foi diferente. Quando todos cantam juntos meu coração chega a parar por alguns segundos. Foi incrível assistir pela terceira vez e como vou passar meu aniversário aqui, vou assistir pela quarta vez. Vai ser meu presente para mim. Não sei explicar o quão incrível esse musical é, não é à toa que é o musical que esteve mais tempo em cartaz sem parar de todos os tempos.

Fotos: Arquivo Pessoal.

Mas, como estou tentando ser imparcial (vocês viram como sou boa nisso?), tenho que dizer que se você está à procura de algo divertido somente para se empolgar com as músicas, talvez Les Mis não seja a melhor escolha. Assistam o filme antes para saber se vocês irão gostar e saibam que TODAS AS FALAS SÃO CANTADAS. O que já ouvi de gente falando que não gostou porque é muito cantado não tá no mapa. Musicais são assim. Quanto menos falas melhor. E Les Mis é incrível, mas como eu disse, a história é complexa e há vários momentos tristes e emocionantes nele que vai fazer você se emocionar também.

Para quem quer algo alegre e empolgante ótimas opções ainda em cartaz este ano são: Mamma Mia, Aladdin, O livro dos Mormons, O Rei Leão, ShowBoat e Kinky Boots entre outros. O importante é escolher um deles e curtir cada momento dos espetáculos que se encontram nos palcos do West End. É uma experiência mágica. Tenho certeza que você não irá se arrepender!

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