Quando a alma pede tempo

A vida muitas vezes é tão corrida, que mal percebemos o quão rápido ela passa. Geralmente, só vamos nos dar conta quando as coisas começam a pesar em nossos ombros e entendemos o recado: precisamos parar para descansar, para refletir.

No caso, essa parada funciona comigo quando eu durmo por muitas horas, mas é bem mais efetivo quando viajo. Imagino que com vocês também, já que estão por aqui lendo.

Viajar é dar uma pausa mental em tudo que faz parte do seu dia-a-dia, escapar para um mundo novo, diferente. Por isso todo mundo quer, todo mundo faz. Viajar é dar uma esperança para a alma e renovar os ânimos. E quando falo viajar, não é somente para fora do país. Precisamos desmistificar que viagem só é válida quando é internacional. Mentira. Viagem é ir até para o interior durante um fim de semana. Viajar é se desligar aqui e se ligar lá.

E quando você viaja, é como se uma vida nova começasse ali, na hora do embarque. É quase que uma ilusão do nosso cérebro, uma fuga saudável. Mas enquanto você ‘foge’, você encontra a vida, e dá à alma o tempo que ela pediu. É preciso viajar e renovar o relógio que mora dentro da gente.

Enquanto a alma pede tempo, ela também se alimenta de novas informações, que coletamos enquanto viajamos. Quando o corpo estagna, ele pede essa nova fonte de referências. É necessário reciclar o conteúdo interior. Por isso viajar é tão atraente e tão necessário ao mesmo tempo.

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