Primeiras impressões de Dublin

Estive em Dublin em maio/junho e confesso que não tinha expectativa nenhuma sobre a cidade. Fui única e exclusivamente para visitar minha amiga e passar o aniversário dela por lá. Assim que cheguei, fui recepcionada pela chuva de vento que tanto ouvi falar que era característica da Irlanda. Vento muito frio e chuva. Como cheguei já de noite, saímos para comer perto da casa dela.

Assim que coloquei o pé pra fora, começou o choque pra mim. Eu pensava que por lá era tudo verde e se resumia à chuva. Mas não passa nem perto dessa ideia minúscula que tinha sobre a cidade. No verão lá o anoitecer acontece depois das 22hs, então a hora que saímos o sol estava começando a dizer adeus. Pegamos o sentido do Rio Liffey e fomos a pé numa hamburgueria lá perto. Que lugar espetacular! E era apenas o começo.

No dia seguinte me aventurei a ir sozinha da casa da minha amiga até o centro. Tive medo de me perder no início, mas foi tranquilo de achar. Gosto muito de sair sozinha e caminhar pelos lugares quando viajo. Este é o momento em que presto atenção nos detalhes do dia-a-dia do lugar.

A primeira coisa que me marcou quando cheguei foi ver carros com o volante no lado direito, coisa totalmente estranha para nós no Brasil. E pra atravessar a rua? eu sempre olhava pro lado errado do carro, era bem confuso no início! Dublin tem mãos alternadas em várias ruas, então pra quem não está acostumado pode realmente estranhar. Mas nada que tenha que se preocupar. Dublin é tranquila.

Aliás, de tudo que já contei aqui, Dublin é maravilhosa. Com seus castelos por todos os lados, a cidade é bem conservada e consegue lidar com o antigo e o moderno ao mesmo tempo. A tipografia das coisas me lembrou muito uma era medieval. Muitas ruas lá ainda são de paralelepípedos. A cidade também é repleta de igrejas, uma mais linda que a outra. A arquitetura sempre me chama atenção quando viajo, e lá não foi nada diferente.

Outra coisa também que me marcou é o fato dos prédios serem baixos. Não vi nenhum arranha-céu por lá, e os prédios em que as pessoas vivem devem ter no máximo 7 andares. Dublin me passou a sensação de que ‘é possível viver bem sem exageros’. Também me choquei quando vi que tinha internet no ônibus. Todos os ônibus circulares possuem wi-fi gratuito.

A cidade é bem tranquila de andar, e por isso consegui voltar pra casa quando me perdi (clique aqui para ler sobre isso). O rio Liffey me ajudou a entender onde eu caminhava, juntamente com o Google Maps. Sobre compras, achei os valores bem mais em conta do que outros lugares da Europa que visitei. Vale conferir principalmente a loja Penney’s, da Primark.

E se você pensa que só vi ruivos por lá, se enganou! Tem, SIM, muitos ruivos. Mas o que mais encontrei em Dublin foram os BRASILEIROS! Em peso, nossa galera domina a cidade e talvez diria que a ilha toda! hahahha

Além disso, um dos pontos principais de Dublin são as pontes que cortam o rio Liffey. Segundo o E-Dublin, 23 pontes estão sobre o rio. A que eu via todos os dias era a Ha’Penny Bridge e a Samuel Beckett Bridge. Sobre a segunda, tive a sorte de ver um dia a ponte se fechando, logo no finzinho, já que ela pode abrir em até 90º. Minha amiga passou por lá um dia e gravou a abertura da famosa ponte irlandesa.

Dublin demanda muitos posts. Um só sobre os pubs, um só sobre as pessoas, sobre as praias e o verão incrível que tive a sorte de pegar enquanto estive na cidade. Aprendi a amar Dublin, a sentir falta da minha rotina de lá, mesmo que breve. Morei alguns dias por lá e amei <3 e com certeza voltarei um dia quando puder.

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