A importância de um bom atendimento quando se viaja sozinha

Quando viajei para Dublin, em maio deste ano, tive um sério problema durante a viagem de ida.

Nunca tive problemas para viajar, nunca fui de passar mal nem em viagens de carro. Não era a minha primeira viagem sozinha, então nada justifica meu mal estar naquele momento. Ainda não sei o que ocorreu, mas estou aqui pra contar pra vocês como aconteceu e como o GRU Airport e a KLM me ajudaram a lidar com a situação.

Quando saí de casa, já não me sentia bem. Me sentia enjoada e sinceramente com medo das 11hrs de voo entre SP e Amsterdã. Ninguém gosta de ficar tanto tempo em avião e só de pensar na duração da viagem já foi o suficiente pra me assustar.

Passei mal na ida, cheguei pior ainda em Guarulhos e me dirigi ao balcão da KLM. Expliquei para a atendente que estava passando mal e se eu poderia ser atendida no balcão preferencial, pois a fila estava enorme e eu senti que não ia conseguir ficar muito tempo de pé. Senti minha pressão caindo e fui amolecendo, com a sensação de desmaio. Chegamos no balcão e o atendimento foi o melhor possível, me foi oferecida uma cadeira de rodas que eu recusei, a atendente me orientou a passar pelo ambulatório e logo depois voltar ao balcão para comunicar se eu tinha condições de embarcar.

Não era uma distância grande entre o balcão e o ambulatório, mas na situação que eu tava parecia uma eternidade. Cheguei desmaiando e os enfermeiros me atenderam extremamente bem, juntamente com um médico de plantão. Passei mal lá novamente, mas logo recebi remédios na veia e tudo melhorou. Até aquele momento. Eles só me liberaram 1:30 depois, quando eu parecia estar bem melhor. Fui comer alguma coisa e embarquei.

Assim que sentei no avião, toda a sensação ruim voltou. Nunca pensei que usaria o saquinho que colocam na poltrona na frente, mas foi ele que me salvou. O avião estava decolando, eu não poderia me dirigir ao banheiro naquele momento. Ali mesmo tentei resolver o problema, extremamente envergonhada da situação e querendo simplesmente melhorar.

Tive que entregar o saquinho para a comissária e a partir daí, a tripulação toda me atendeu extremamente bem, super preocupados com a minha saúde. Meu maior medo era conseguir descrever o que tava sentindo em inglês e fazê-los entender, mas graças a Deus tudo deu certo. A chefe de cabine me atendeu extremamente bem, indo várias vezes perguntar como eu estava me sentindo. Ela disse que se eu não melhorasse, eles iam achar um médico entre os passageiros para me atender.

Ao chegar em Amsterdã, eu me sentia bem melhor. E agradeço o conforto e a atenção que a companhia e seus funcionários me proporcionaram em um momento de necessidade e que eu estava sozinha. Também fica aqui minha avaliação pelo excelente atendimento no ambulatório em Guarulhos. Precisamos acreditar mais nos funcionários e na sua dedicação ao trabalho.

Quando algo não está certo, somos os primeiros a reclamar. Porém quando a coisa funciona, também precisamos ser os primeiros a reconhecer.

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